Élvio Sousa critica gestão da GESBA “à maneira comunista”

O candidato do JPP às próximas eleições legislativa regionais, Élvio Sousa, falou hoje das “recentes barreiras criadas à liberdade da comercialização da banana na Madeira”, num convívio esta tarde, em Câmara de Lobos, com produtores de banana.

Os produtores de banana estão encurralado há anos por uma gestão à maneira comunista da GESBA que, com ajuda de Miguel Albuquerque, mantém um conselho de administração com carros e luxo e viagens com o dinheiro dos agricultores”, criticou o candidato.

O parlamentar recordou a publicação da portaria, em 2016, que favorece o monopólio para a empresa pública ser a única a lidar com o dinheiro da Comunidade Europeia”-

Para impedir que os agricultores pudessem criar associações com 7 produtores e com um volume de negócios de 15 mil euros (para puderem beneficiar de fundos comunitários) Albuquerque e Vasconcelos mudaram as regras do jogopara beneficiar a GESBA”, lamentou Élvio Sousa.

“Mudaram a lei nas costas dos 3 mil produtores de banana e, à velha maneira estalinista para proteger o negócio dos amigos, alteraram os critérios de modo que, para receberem fundos teriam de ser uma organização de 100 produtores com um volume de negócios de 5 milhões de euros, ou seja, um fato encomendado para a GESBA. Por isso a empresa pública é gerida à maneira comunista”, fulminou ainda.

“Temos de acabar com esta gestão monopolista e revogar essa portaria comunista, garantindo a liberdade de associação e comércio aos produtores de banana, e a integração de agricultores na gestão da empresa. Ficar com 12 dos 18 milhões de bananas vendidos em 2021, e só distribuir 6 milhões aos agricultores, é gestão danosa e escravatura sobre o suor do trabalho da agricultura”, acrescentou.

“As factura atuais não mentem e mostram que, em 2006, os produtores de banana recebiam pela banana de categoria extra 60 cêntimos, enquanto numa factura do mês de Julho de 2023, pela mesma categoria de banana, recebem apenas 35 cêntimos”, apontou ainda.


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