
O líder do executivo madeirense, Miguel Albuquerque, agradeceu hoje a Pedro Calado a sua disponibilidade para trocar impressões e colaborar com a Presidência do Governo sobre os projectos decisivos e estruturantes para o futuro do Funchal. Albuquerque falava na sessão comemorativa do Dia da Cidade, nos Paços do Concelho. Não poupando encómios a Calado e à sua equipa, o presidente do Governo salientou a “capacidade reformadora” do edil, da sua dinâmica de transformação e poder de decisão.
Auscultação e diálogo, são características de Pedro Calado, afiançou Albuquerque, e que não podem ser confundidas com cedências a “forças radicais” que querem impedir o progresso. A falência do marxismo-leninismo, declarou, obrigou as tais “forças radicais” a refugiarem-se em movimentos ambientalistas, mas, opinou, “não se deve dar troco e muitos menos crédito” a “esses radicais que querem subverter a nossa sociedade”.
Miguel Albuquerque salientou ainda a forma como Calado tem, em sua opinião, “cativado o investimento privado”, atraindo capitais não só portugueses e locais, mas também estrangeiros.
Queixou-se ainda das “ameaças constantes” de processos na Comissão Nacional de Eleições, dizendo que querem amordaçá-lo e impedi-lo de falar livremente, em democracia.
Salientou, por outro lado, a “estabilidade” do seu governo, oferecendo “confiança”, e sublinhou o sucesso “matemático” das suas políticas, que só não são compreendidas “por fanáticos”.
Invocando política social, redução de impostos, apoio ao tecido económico, baixas taxas de desemprego e uma percentagem de dívida pública mais baixa que a média da União Europeia, Albuquerque fez um aritmética favorável à sua governação, que torna, na sua perspectiva, ridículas e injustas as queixas dos partidos à CNE.
“Soubemos criar algo que é único”, disse, referindo-se a uma sociedade com “justiça social” e livre acesso à educação, além de acessibilidades e infraestruturas transformadoras da qualidade de vida.
Salientou ainda a concertação social existente na Madeira, com trabalhadores de diversos sectores. Por falar nisso, mencionou que as relações com os trabalhadores e a defesa dos interesses dos mesmos não é exclusiva dos “clichés” da esquerda.
Criticou ainda o governo da República pelo que considerou serem falhanços no sistema nacional de saúde e maus tratos a classes como a dos professores, que na Madeira beneficiam de melhores condições do que no continente.
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