O presidente do PS-M veio alertar para o agravamento dos problemas no acesso à Saúde na Região, sem que haja uma resposta adequada por parte do Governo Regional para fazer face a esta que é uma “enorme preocupação de muitos madeirenses”.
Sérgio Gonçalves aponta que os utentes se vêm impossibilitados de aceder ao serviço regional de saúde, devido às listas de espera que se acumulam e que duplicaram desde que Miguel Albuquerque é presidente do Governo.
A isto acresce o facto de os madeirenses terem os rendimentos mais baixos do país, o que faz com que não consigam aceder à saúde no privado e tenham de ficar em “listas de espera intermináveis meses e anos à espera de verem a sua situação resolvida”, criticou.
O líder socialista, candidato às eleições legislativas regionais, refere que o acesso à saúde veio agravar-se ainda mais com o ciberataque ao SESARAM, que “continua a ser muito mal explicado por parte do Governo Regional”, que não confirma o desaparecimento de dados pessoais e de historial clínico.
“Os profissionais de saúde e os utentes que se dirigem aos centros de saúde e ao hospital sabem que esses dados não estão disponíveis e que muitos dos actos clínicos estão a ser adiados, cancelados ou alterados devido a essa situação”, apontou.
Os problemas na Saúde vão além daqueles que afectam os utentes, atingindo também os próprios profissionais de saúde, conforme o PS tem vindo a constatar nos contactos que tem vindo a estabelecer ao longo deste período de campanha.
Conforme refere Sérgio Gonçalves, muitos enfermeiros têm manifestado o seu descontentamento pelo facto de estes profissionais continuarem sem receber o subsídio Covid, que há umas semanas voltou a ser anunciado e prometido pelo secretário da tutela e o presidente do Governo.
“Sabemos que é hábito do Governo Regional pagar aquilo que é devido apenas em vésperas de eleições, tentando enganar uma vez mais os madeirenses e os profissionais destas áreas, mas aquilo que é uma realidade é que ainda não foi pago este valor que foi prometido aos profissionais, que trabalharam, que foram dedicados de forma muito acentuada ao longo deste período de pandemia, em que foram chamados a trabalhar muitas horas, a dedicar-se a um grave problema de saúde pública que tínhamos na Região”, disse o presidente do PS-M, acrescentando que estes foram objeto de promessas por parte do Executivo, mas não as veem cumpridas, sendo que, provavelmente, esta “será mais uma arma eleitoral que o PSD e o Governo quererão utilizar em vésperas de eleições”.
O líder socialista sustenta que os madeirenses e os profissionais de saúde “já não se deixam enganar com estas estratégias”.
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