PCP incentiva trabalhadores da RAM a participar na Jornada de Luta de 17 de Abril

O PCP realizou hoje, no Funchal, uma jornada de contacto com trabalhadores e com a população, reafirmando que os trabalhadores da Região Autónoma da Madeira têm razões acrescidas para aderir à Jornada de Luta do próximo dia 17 de Abril, convocada pelo movimento sindical unitário.

Na iniciativa realizada no centro do Funchal, junto ao “Bazar do Povo”, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, denunciou com clareza o chamado pacote laboral do Governo da República como uma verdadeira ofensiva contra os trabalhadores, representando um grave retrocesso nos direitos conquistados ao longo de décadas de luta.

O Governo opta por negociar à margem da concertação social, reunindo com associações patronais e com a UGT, excluindo a CGTP, numa tentativa de garantir apoios para uma proposta que mantém, no essencial, medidas profundamente negativas para quem vive do seu trabalho, denunciam os comunistas.

Em causa estão propostas que agravam os baixos salários, facilitam despedimentos, aumentam a precariedade e promovem a desregulação dos horários de trabalho. Trata-se de um caminho de mais exploração, mais instabilidade e menos direitos.

Na Madeira, esta realidade assume contornos ainda mais graves. Persistem salários entre os mais baixos do País, enquanto o custo de vida continua a aumentar de forma significativa. Os trabalhadores do sector privado continuam injustamente sem acesso ao subsídio de insularidade, ao contrário do que acontece na Administração Pública. Ao mesmo tempo, o acesso à habitação continua a pesar de forma incomportável nos rendimentos das famílias.

Sectores fundamentais da economia regional, como a hotelaria, restauração, turismo e construção civil, continuam marcados pela precariedade, horários desregulados e instabilidade laboral, afetando milhares de trabalhadores. A isto somam-se promessas sucessivamente adiadas pelo Governo Regional no que toca à valorização das carreiras e à melhoria das condições de trabalho nomeadamente na administração pública e nas IPSS.

Perante esta ofensiva, o PCP afirma que não há neutralidade possível. Só com a luta dos trabalhadores será possível travar este pacote laboral e afirmar uma política alternativa que valorize o trabalho, os salários e a dignidade de quem trabalha.

O PCP apela, pois, à participação massiva dos trabalhadores da Região na Jornada de Luta do próximo dia 17 de abril, com concentração às 15h30 junto à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.

A história demonstra que foi a luta que garantiu direitos. E será novamente a luta organizada, determinada e colectiva que permitirá derrotar este ataque e abrir caminho a uma sociedade mais justa, asseveram os comunistas, garantindo que  a força dos trabalhadores fará a diferença.


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