Liberais apresentam propostas para o Porto Santo

A Iniciativa Liberal veio apresentar algumas propostas para o Porto Santo. “É necessária uma visão estratégica para o Porto Santo alcançar o seu potencial. Os investimentos públicos até à data realizados foram desprovidos de objectividade futura. O excesso de construção de infraestruturas públicas que, para além de não serem aproveitadas para o fim pretendido, encontram-se abandonadas dando uma imagem negativa e despesista a quem nos visita”, é notório, diz a IL.

“Numa ilha, onde tudo tem de ser importado, onde os custos são superiores a qualquer ponto do território nacional, sem vantagens fiscais, os negócios têm reduzida atracção e viabilidade para os investidores”, apontam os liberais.

As entidades regionais só se lembram da ilha durante o período de Verão ou em vésperas de eleições”, acusa o partido.

As acções propostas são as seguintes:

1. Fomentar e recuperar algumas culturas características do Porto Santo como a uva (de mesa e para vinho), a melancia e o figo nas frutas, e a lentilha e o chicharro. Aproveitar as qualidades únicas de sabor da cebola, tomate, cenoura, batata doce, etc., produzidos localmente, incentivando a sua colocação nos hotéis e restaurantes locais;

2. O Porto Santo deve ser rapidamente dotado de ferramentas que assegurem a sua sustentabilidade. Urge a criação de um plano de desenvolvimento detalhado que assegure que as diversas valências da ilha sejam desenvolvidas como um todo e não como partes;

3. Reconhecer a realidade ILHA do Porto Santo que não pode continuar a ser visto como mais um concelho. A dupla insularidade é uma realidade que não pode ser escamoteada;

4. A aposta turística no Porto Santo tem de se apoiar em conceitos de sustentabilidade e no binómio “Sol e Praia”. Um destino “Sol e Praia” que oferece um areal ímpar, um mar único, um sossego incomparável, um descanso inigualável, exotismo, ambiente intimista, microescala e segurança. Associemos a isto o golfe, o turismo de saúde, a caça, os desportos náuticos, o mergulho, os passeios, etc., e temos uma equação simples e quase perfeita;

5. Promover a minimização de resíduos e a conservação e gestão energéticas para a preservação do meio ambiente. Não se pode pretender criar uma “ilha verde” quando problemas como o antigo aterro e as emissões da Central Eléctrica são persistentes;

6. Porque a ilha é pequena torna-se ainda mais importante que as questões da gestão energética sejam tratadas no sentido de evitar o desperdício;

7. Ajudar a criar, por intermédio dos serviços veterinários, as condições necessárias ao rápido reconhecimento do Podengo do Porto Santo como raça canina portuguesa;

8. Estudar a possibilidade da utilização de Unidades Móveis de Tratamento de Resíduos por Plasma, de modo a tornar a ilha mais limpa. A vitrificação dos resíduos daí resultantes têm aplicação na construção civil como substituto da brita.

9. A praia e a sua areia de origem carbonatada biogénica – composta por bioclastos de algas vermelhas – tem propriedades físicas, químicas e térmicas. Assim sendo a vertente do turismo de saúde e bem-estar não pode ser esquecida;

10. Reconhecer o Porto Santo como marca turística própria;

11. Implementação rápida da Reserva da Biosfera;

12. Liberalização dos serviços de transporte marítimo de e para o Porto Santo, mantendo o Estado as suas obrigações sociais.


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