Projecto “Viver com Abrigo” terá primeira fase inaugurada em Setembro

Proporcionar às pessoas em situação de sem abrigo um acompanhamento individualizado e centrado no sucesso da sua integração plena na sociedade é o

O projecto “Viver com Abrigo”, implementado pelo Centro Social Paroquial do Carmo, no âmbito do PRR, e cuja primeira fase é inaugurada já no início de Setembro, pretende dar um acompanhamento individualizado às pessoas que se encontram em situação de sem-abrigo, e ajudarem a sua integração na sociedade.

O dito projecto, salienta a Secretaria Regional da Inclusão e Cidadanoa, assegura uma intervenção inédita no município câmara-lobense, proporcionando dois tipos de respostas sociais: Equipas de Rua multidisciplinares – acompanhadas por uma assistente social e uma psicóloga – e melhoria e criação de novas infraestruturas. No global, esta intervenção apoiada no âmbito do PRR representa um investimento acima de 1 milhão de euros, nas suas duas valências.

“Este projecto vem garantir um acompanhamento individualizado às pessoas nas mais diversas fases da sua reabilitação. Vamos apoiar as pessoas nas idas às consultas, na procura de emprego, na articulação com a família e mesmo na obtenção dos apoios que necessitem para que sejam bem-sucedidas na integração na sociedade, como seja a documentação ou os medicamentos”, garante Adílio Câmara, director executivo do Centro Social e Paroquial do Carmo.

O espaço foi visitado esta sexta-feira pela secretária regional de Inclusão Social e Cidadania, Rita Andrade, e incluirá balneários, um gabinete de acompanhamento, uma loja social, lavandaria, um atelier ocupacional, dois gabinetes técnicos especializados (enfermagem) e cinco apartamentos partilhados da tipologia T0 preparados para assegurar apoio, acompanhamento social e o alojamento de caráter transitório e temporário numa fase de plena preparação para a vida a sociedade.

“O Governo Regional tem como um dos seus objectivos estratégicos, na área da inclusão social, a proteção e reinserção das pessoas em situação de sem−abrigo. A intervenção social tem de ser uma acção concertada e articulada entre os vários parceiros que atuam junto desta população”.

Por esse motivo, Rita Andrade enaltece o trabalho desenvolvido pelo Centro Social e Paroquial do Carmo, através da Casa de São José, e vai mais além considerando que este “é o caminho a seguir para combater este flagelo social”, refere-se.

A primeira fase do projecto, que consiste na criação de um Espaço de Apoio Social, localizado no centro de Câmara de Lobos, ficará concluída já no próximo mês.

Esta infraestrutura, com capacidade para oito utentes, terá como funcionalidade o acompanhamento e uma intervenção psicossocial.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.