Preços no Mercado dos Lavradores para “escaldar” o comprador

*Com Rui Marote

O Mercado dos Lavradores tem sido muito falado ao longo dos anos mais recentes, e nem sempre pelas melhores razões, com queixas de turistas e reportagens em publicações internacionais a denunciar a especulação que decorre naquele espaço comercial, maioritariamente à custa dos visitantes estrangeiros.

Se há quem visite aquele espaço apenas para o ver, e nada compre (queixa recorrente dos vendedores), e ainda exija casa de banho de graça e bem apetrechada, também há preços que não lembram ao diabo, numa ilha que se gaba de fazer do bom acolhimento prática já centenária.

Visitar mercados e nada comprar, é prática turística por esse mundo afora. Não é preciso tratar-se de turismo “de pé descalço”: há quem não queira comprar frutas nem legumes, nem nenhuma outra coisa, e prefira apenas ver e fotografar o colorido, viver a movimentação destes espaços.

Os negócios podem não ir de vento em popa para os comerciantes, mas deparar com preços de frutos, secos ou não, a quase 50 euros ao quilo, é algo que não se vê nos mercados das cidades mais famosas do mundo. Porquê, então, acontece isto no Funchal?

É o que se interrogam os nossos leitores, que nos fazem chegar a queixa de que, aparentemente, o Mercado dos Lavradores é um dos mais caros do Mundo, e que se interrogam sobre o porquê de tal prática. É permitido? Não há fiscalização? E a enorme variação de preços entre um comerciante e outro, também é fruto do mercado liberal?

Fica a interrogação sobre estas imagens.


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