Montenegro considera Serviço de Saúde da Madeira exemplo para o país

O presidente do PSD, Luís Montenegro, não poupou hoje elogios ao sistema de saúde na Madeira, considerando que o mesmo é “um exemplo de gestão pública e de gestão do sistema que deve ser assinalado e que deve ser também inspiração para podermos modelar o Serviço Nacional de Saúde”.

Montenegro falava no âmbito das Jornadas “Sentir Portugal” e na visita à obra do futuro Hospital Central e Universitário da Madeira. Na ocasião, fez questão de frisar que a estratégia que tem vindo a ser seguida na Madeira “é exatamente aquela que falta ao País e aquela que melhor serviria o interesse dos Portugueses”.

“A estratégia que defendemos passa por servir a população e evitar que os mais pobres fiquem fora do sistema, mas, ao mesmo tempo, também investir na politica do medicamento, em novas tecnologias, na inovação, porque isso é que vai permitir ganhar força e escala para tonar o sistema financeiramente mais sustentável e por via disso, dar a possibilidade de que todos possam aceder”, realidade que, segundo garantiu é a visível na Região.

Paralelamente, também a estratégia que é seguida do ponto de vista da dignificação e valorização dos profissionais de saúde foi igualmente destacada.

“Temos aqui uma gestão de expectativas que fideliza os profissionais e que não temos num Serviço Nacional que está cada vez mais perto de colapsar não por questões meramente financeiras mas por uma questão de recursos humanos”, disse Luís Montenegro.

O Governo socialista, disse, fez, nos últimos anos, de tudo para estatizar o Serviço Nacional de Saúde e isso teve duas consequências: por um lado, nunca floresceu tanto o serviço privado e, por outro, temos um Governo que quer tudo centrado no Estado e, depois, “pela porta do cavalo, vai contratar os serviços ao privado, a um preço muito mais caro do que aquele que era capaz de pagar se fosse bem gerido e bem organizado”.

Por isso, apelou a que o Governo da República fale a verdade ao País e deixe de ocultar o que faz no dia-a-dia, dizendo uma coisa e fazendo outra e acabando por gastar dinheiro mal gasto na administração pública, para prejuízo das pessoas mais pobres e com menos condições que são privadas do acesso a serviços aos quais têm legitimo direito.

“Eu não me resigno e a Madeira muito menos a um Portugal que está na cauda da Europa, até porque nós temos todas as condições para aproveitar o potencial natural e humano para estar na linha da frente e o que é preciso é sermos arrojados, apostando na investigação e na investigação” disse Luís Montenegro, durante a visita à obra do novo Hospital Central e Universitário da Madeira.

“Somos um partido popular. Queremos que aqueles que hoje estão em dificuldades as possam ultrapassar e possam crescer na vida, queremos que as pessoas que hoje estão mais pobres amanhã estejam mais ricas, queremos que as pessoas que hoje têm dificuldades em estudar amanha sejam futuros licenciados, investigadores e alavanquem o País para um ciclo de crescimento sustentável e estável e, não, como aquele que temos tido ao longo dos últimos anos, em que estamos praticamente sempre na mesma e vemos os outros, nomeadamente no Leste da Europa, a passar por nós”, declarou.

Frisando a importância da Região passar a ter, assim que concluída a obra do novo Hospital Central e Universitário, o segundo maior centro de investigação a nível nacional, o presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, explanou também, no âmbito das Jornadas “Sentir Portugal” e durante a visita do presidente do PSD Luís Montenegro à obra, a estratégia que tem vindo a ser seguida, no respeitante à saúde regional.

“Uma estratégia que, cada vez mais assente na investigação, na tecnologia – neste caso em estreita colaboração com entidades como a Universidade da Madeira e a Arditi – mas, também, na valorização de todos os profissionais de saúde, tem permitido garantir uma capacidade de resposta cada vez maior e mais eficiente por parte do serviço público a todos os cidadãos, tanto os que aqui vivem quanto aos visitantes”, assegurou.

Em resposta aos jornalistas, Miguel Albuquerque lembrou, à margem da visita à obra do novo Hospital Central e Universitário da Madeira, que é fundamental a Região contar, na maior celeridade possível, com as verbas em atraso por parte do Governo da República, cerca de 7 milhões, embora tenha admitido que espera ver esse assunto brevemente resolvido à luz do bom relacionamento existente com o Ministro das Finanças.

Já quanto ao futuro e assumindo que não faz sentido a Região ficar com dois Hospitais, deixou claro que essa decisão terá de ser ponderada em consonância com os interesses da Região.


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