Rui Marote
É preciso ver para acreditar, como São Tomé, “Estepilha”. A isto é que se chama logro. O grupo parlamentar dos centristas é representado por dois elementos. O líder Lopes da Fonseca, que toca todos os instrumentos, e uma outra deputada. Na passada sexta-feira o grupo parlamentar foi recebido pela presidente Paula Cabaço nas instalações da APRAM.
As imagens da RTP Madeira e dos jornais são elucidativas. Lopes da Fonseca recorreu a funcionários do grupo parlamentar para substituir a deputada eleita, que tem os dias contados no parlamento e que já faz um “arrivederci”.
Estepilha, o CDS tem mais funcionários no parlamento que deputados, e alguns são pagos por secretarias regionais da alçada do partido; outros recebem do parlamento e não põem lá os pés prestando serviços em autarquias.
A única verba que entra na conta bancária do partido é graças ao número de deputados que o CDS tem na Assembleia.
Estepilha, mas como uma desgraça não vem só, o partido a nível nacional tem um dívida milionária à banca e a fornecedores acima de um milhão e meio de euros.
Como o NIF do partido e só um, engloba o CDS Madeira e as contas penhoradas muitas vezes são sacadas à conta do CDS na região que recebe uns “rombos” periódicos, sendo confiscados os míseros euros existentes para pagar dívidas nacionais.
O CDS ficou sem a sede da rua da Mouraria, pois estava degradada e com o telhado a cair. Passou para Rua Fernão de Ornelas mas não tem dinheiro para obras e faz das instalações do grupo parlamentar do partido o quartel-general, usando lápis, esferográficas, papel, fotocopiadora, telefones e funcionários. Tudo passa por ali.
Quando a comissão política ou conselhos regionais têm de reunir-se recorrem ao aluguer de salas em hotéis.
Estão à porta eleições mas o CDS não tem dinheiro para campanha eleitoral só lhes resta comer à mesa do PSD e abanar a cabeça dizendo Ámen e rezando… Estepilha…
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