O PTP veio criticar os problemas por causa da Habitação Social: “Estamos cientes novamente dos problemas que as famílias de todas as classes enfrentam, para poderem ter a sua “casa própria”, refere o partido.
“Na Madeira, o Governo Regional assumiu sempre posições, lançou programas e projectos em que se tornou o “Senhorio da Ilha”, outros Municípios como o do Funchal, seguiram pelo mesmo caminho e hoje é ele também, o “Senhorio do Funchal”, e os seus habitantes, muitos, diríamos demasiados, os seus eternos inquilinos. O estado actual da economia, nacional, e a conjuntura dentro da União Europeia e no mundo em geral, torna ainda o esforço das famílias numa luta desigual, enfrentam um monstro titânico a inflação galopante, que arrasa por completo o sonho de “casa própria”, analisam os trabalhistas.
“Basta ver o que as taxas “euribores e companhia”, sim, porque ainda temos de considerar muitas despesas indexadas a estes empréstimos, como seguros de vida e seguro multirrisco e ainda o ignóbil IMI, e se é apartamento, as despesas com condomínios e tudo isto somado, tornaram um inferno, chegar “ao meio do mês” às famílias portuguesas e da RAM em pior, pela nossa insularidade e isolamento, acrescido da responsabilidade que todos temos, em especial a classe media em continuar a pagar a dívida pública de mais de 5000M de euros, que este mesmo Governo Regional nos arranjou, foi-se a insularidade, a descontinuidade territorial, e o diferencial fiscal de 30%, às urtigas e “pelas canas a’dentro”, refere o PTP.
“Mas eis que na Madeira, o Governo Regional lança um novo programa, “Casa Própria”, o regime jurídico foi aprovado a 04/05/2023, “visa fomentar a construção e a reabilitação de imóveis ao alcance da classe média e dos jovens em início de carreira”; mas atenção, é “um programa de incentivos a conceder a cooperativas de habitação e promotores imobiliários, para a construção e reabilitação de imoveis, para habitação económica e posterior alienação a preços ajustados á taxa de esforço da classe media e dos jovens em inicio de vida profissional”.
“É anedótico e mesmo trágico, estas iniciativas e programas orientados mais para quem investe no imobiliário, o governo regional, assim beneficia por esta via, não “casa própria”, mas “empresa própria”, um ajuste que dispensa o directo, um “simplex” de ajuda ao tecido empresarial, chamado a contribuir com uma caridadezinha apoiada por um programa de governo.
Ficamos perplexos e abismados, com mais um programa, que beneficia primeiro “cooperativas e empresários da construção”, e só depois jovens e a tal classe media, pela posterior alienação”, refere o PTP.
“As dúvidas que se levantam são muitas, e por via dessas supostas económicas habitações, ficamos também em estado catatónico, com um programa que antecipadamente levanta certezas, que nada irá resolver, enquanto não se contiver uma Euribor e uma Banca, alienada e focada em pela via do empréstimo à habitação e pela tal taxa de esforço, implementar uma nova forma de esclavagismo selvagem, sobre os rendimentos de quem sonha ter “casa própria”, refere o partido.
O PTP deixa o alerta para um programa que “nada irá resolver” e que é, na sua perspectiva, “publicidade enganosa”.
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