A Iniciativa Liberal refere, em comunicado, nada ter contra a redução de impostos, bem pelo contrário. “Não sendo muito — é mesmo bem pouco — a baixa do IVA nos 44 produtos considerados essenciais, é melhor do que nada e já vem tarde. Os fornecedores de matéria-prima aos produtores pagam IRS, IRC, IVA, IMI, portagens, impostos sobre os combustíveis. Segurança social, sobretaxas, taxas de água, electricidade e mais o que houver”.
“Os produtores, os que transformam a matéria-prima (sejam as sementes e adubos dos agricultores ou as fábricas dos industriais) pagam IRS, IRC, IVA, IMI, portagens, impostos sobre os combustíveis, segurança social, sobretaxas, taxas de água e de electricidade e mais o que houver. Os transportadores da produção, os que levam os produtos para os comerciantes, pagam IRS, IRC, IVA, IMI, portagens, impostos sobre os combustíveis, segurança social, sobretaxas, taxas de água, electricidade e mais o que houver. Os comerciantes — a distribuição grande ou pequena — paga IRS, IRC, IVA, IMI, portagens, impostos sobre os combustíveis, segurança social, sobretaxas, taxas de água, electricidade e mais o que houver”, prossegue a IL.
“O Estado, o parceiro cego surdo e mudo que ganhou em todas as etapas do processo, a sanguessuga que só acrescenta euros ao custo do produto final decide, ao fim de imenso tempo. A encher os cofres de toda a forma e feitio, prescindir de uma pequeníssima parte do que normalmente rouba no processo — 5% sobre o preço final de 44 produtos —, uma percentagem mínima dos bens que estão no mercado, uma percentagem ínfima do que ganha, em toda a cadeia, com a produção desses mesmos produtos e de todos os restantes. Uma pura manobra de propaganda”, critica o partido.
“E por cá? Por cá o Sr. Presidente já disse que ia aplicar o mesmo. A pessoa que sempre se recusou a baixar o IVA, porque isso não ia resolver nada e não chegava ao consumidor final. Então e a treta dos restaurantes que tanto usou como exemplo? Entretanto, o Governo Regional acabou com a neutralidade do ISP, poupando assim cerca de 9 milhões de euros. Quando o aumento de 1% para a Função Pública vai custar — cálculos governamentais — 10 milhões, não é preciso ser muito esperto para perceber quem vai pagar o quê…”, refere a IL, que conclui: “E como sempre, tratam-nos como verdadeiros idiotas”.
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