PSD queixa-se de que estudantes madeirenses são “deliberadamente prejudicados”

O PSD queixa-se, através dos seus deputados no parlamento regional, de que os estudantes madeirenses “continuam a ser deliberadamente prejudicados”. Palavras de Bruno Melim, também líder da JSD, após uma reunião com os representantes dos Cursos de Desporto da Universidade da Madeira, referindo-se à reprovação, no passado dia 20 de Dezembro, apenas com os votos contra do Partido Socialista, na Assembleia da República, de uma proposta de alteração do PSD/M ao Estatuto do Estudante-Atleta.

Segundo o parlamentar social-democrata, a iniciativa conjunta do Grupo Parlamentar do PSD/M e da JSD/M pretendia alargar os direitos dos atletas-estudantes das regiões autónomas, nomeadamente nas condições de acesso ao referido estatuto.

Para o PSD, este é mais um exemplo de como as propostas vindas da Madeira, mesmo quando aprovadas por unanimidade, são vistas com desconfiança por quem governa o País.

“Continuamos a não compreender o voto contra dos deputados do PS a uma proposta que, ao alargar os direitos dos estudantes atletas das ilhas, não tinha qualquer impacto no orçamento, recusando-se, deste modo fazer do desporto aquilo que ele é por natureza: um elemento de promoção da coesão social e territorial de um país”, afirmou.

O deputado e líder da JSD insiste que a proposta prevê a possibilidade de integração dos jovens árbitros como beneficiários deste estatuto, uma vez que, actualmente, não são contemplados, assim como um mecanismo de inclusão dos estudantes madeirenses e açorianos no ensino superior, reconhecendo os desafios e as vicissitudes que estes enfrentam e atribuindo-lhes uma melhoria nas condições de acesso, à semelhança do que já acontece no acesso ao Ensino Superior.

Com o chumbo na generalidade, adianta Bruno Melim, todos os estudantes continuam a ficar desprotegidos, uma vez que não lhes é assegurada a diferença no que diz respeito, por exemplo, às deslocações, tendo em conta que “várias federações exigem que os atletas se encontrem 24 horas antes do início de qualquer competição no local onde esta decorrerá, pelo que é inevitável que de 15 em 15 dias um estudante atleta oriundo das Regiões Autónomas seja obrigado a faltar a um dia de aulas, seja à sexta ou à segunda, para que possa cumprir os requisitos de participação nas competições e respetivas deslocações.”

“Se somarmos a esta condicionante a obrigatoriedade do mérito desportivo inscrito no actual estatuto, estão reunidas as condições para que poucos estudantes-atletas oriundos das Regiões Autónomas possam ter acesso ao referido estatuto.