José Manuel Rodrigues quer reforço da aposta na Economia Social

O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira entende que os Estados e os Governos devem promover a Economia Social e apoiar as Instituições de Solidariedade Social (IPSS), recordando também que as IPSS têm de apostar na sustentabilidade, na formação dos seus profissionais, no trabalho em rede” e devem contribuir para uma “sociedade mais justa e mais inclusiva”.

“A Economia Social é, actualmente, um sector decisivo na criação de riqueza e de emprego, mas, principalmente, na prestação de serviços essenciais às populações e à manutenção da paz social na Região e no país”, disse, na conferência “A importância das Organizações Sociais”, onde José Manuel Rodrigues interveio como orador.

Tratou-se de uma iniciativa do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, que até domingo está reunido no Funchal.

“Na saúde, na protecção social, na educação e noutras áreas da nossa comunidade, o trabalho das instituições de solidariedade e das empresas sem fins lucrativos é, desde há muito, imprescindível para as nossas comunidades”, afirma José Manuel.

José Manuel Rodrigues considera que “estas organizações, pela sua proximidade às populações e pela flexibilidade com que operam no terreno, chegam de forma mais célere e respondem com maior eficácia do que as instituições públicas às necessidades e urgências das pessoas”.

Lembrou que “este terceiro sector da economia é composto por 55 mil entidades, emprega 260 mil trabalhadores e já representa 4 por cento do Produto Interno Bruto português”.

Por outro lado, defendeu que “os Parlamentos, os Governos, as autarquias, todas as instituições públicas têm de aperfeiçoar políticas dirigidas ao setor social das nossas comunidades”.

“Só num sistema de Cooperação entre Estado, Privados e Sector Social será possível ultrapassar as dificuldades do momento, mas sobretudo enfrentar a crise anunciada”, disse.

“Sou daqueles que defendem um reforço do pilar social da economia e de mais incentivos aos agentes das IPSS e das Misericórdias, não apenas como um complemento do público, mas como um setor autónomo que pode e deve prestar serviço público em nome do Estado”

José Manuel Rodrigues entente que as IPSS devem estar “menos dependentes dos apoios estatais, com uma organização semelhante a uma pequena empresa que presta serviços, com contrapartidas financeiras, suportadas pelos cidadãos e famílias que os podem pagar, aumentando também a responsabilidade social das empresas e das comunidades no apoio ao seu funcionamento”.