Sérgio Gonçalves diz que insegurança e pobreza não se resolvem com Exército nas ruas

Sérgio Gonçalves insistiu, hoje, na necessidade de serem implementadas medidas de apoio às famílias madeirenses para fazerem face à actual conjuntura, bem como de alterar o modelo de desenvolvimento da RAM. A ideia é diversificar a economia e criar emprego. Só desta forma, diz o presidente do PS-M, será possível responder aos problemas da pobreza, da insegurança e da violência a que assistimos.

As palavras foram proferidas esta manhã, aquando de uma visita à Cáritas Diocesana do Funchal, para abordar a difícil situação em que vivem as famílias da Região e que leva a que muitas tenham de recorrer ao apoio desta e de outras instituições caritativas.

O líder socialista referiu que se antes um em cada três madeirenses já estava em situação de risco de pobreza, com o aumento da inflação e das taxas de juro esta realidade irá agravar-se.

Conforme deu conta, ainda esta semana o PS apresentou no Parlamento um conjunto de medidas complementares àquelas que foram apresentadas pelo Governo da República, com soluções que materializavam a devolução aos madeirenses dos 87 milhões de euros de receita extraordinária de IVA, mas as mesmas foram chumbadas pela maioria PSD/CDS. Recordou, por outro lado, que, quando as medidas nacionais foram anunciadas, o próprio presidente do Governo Regional disse que apresentaria medidas complementares, mas constatou que até ao momento tal não se verificou.

No entender de Sérgio Gonçalves, “as situações de violência, de insegurança e de pobreza a que assistimos diariamente não se resolvem colocando militares na rua”, mas sim “com a implementação de medidas específicas como aquelas que o PS defendeu e que o Governo Regional e a maioria PSD/CDS continuam a rejeitar e a vetar na Assembleia Legislativa da Madeira”.

O líder dos socialistas madeirenses frisou a necessidade de alterar o modelo de desenvolvimento da Região, apostando na inovação, na tecnologia e na diversificação da economia, através do sector do mar.

“Passados sete anos de governação de Miguel Albuquerque e quando estamos a entrar no último ano da legislatura, aquilo que vemos é que a Madeira não alterou o seu modelo de desenvolvimento, não alterou este paradigma e os indicadores são, efectivamente, piores”, criticou.

O PS tem propostas e soluções diferentes, “porque nós acreditamos que a pobreza e as dificuldades por que passam os madeirenses não são uma fatalidade, nem têm de ser um destino de todos os madeirenses”.