O “desafio tremendo” da cardiologia na Região: a falta de recursos humanos

Apesar da falta de recursos humanos, a aposta continua a ser prestar um serviço de qualidade na cardiologia. Foto FN.

No panorama da saúde  na Região Autónoma da Madeira, o grande desafio que se coloca à medicina cardiovascular, nos próximos anos, é “a falta de meios humanos”, declarou ao FN o médico cardiologista, que se deslocou ao “Liceu” para uma conferência alusiva ao tema das doenças cardiovasculares.

O cardiologista Nuno Santos classifica mesmo a falta de médicos cardiologistas como  “um desafio tremendo. Temos muito poucos cardiologistas para as necessidades do Serviço Regional de Saúde. Fomos perdendo vários elementos, não só devido à aposentação mas também porque foram saindo da Região e isso tem sido muito difícil de gerir. Para o serviço de cardiologia, a falta de recursos humanos é o maior desafio que temos. Estamos a trabalhar de uma forma desenfreada e é muito difícil dar suporte, quando perdemos tantos elementos, e manter o nível de cuidados”.

Depois existem outro desafios, admite Nuno Santos: “A cardiologia é uma área de grande inovação permanente, e o serviço tem procurado manter-se, com sucesso, na crista da onda, fornecendo aos madeirenses tecnologias de ponta nas mais diversas áreas. Acima de tudo, também tem de haver um outro trabalho, e é neste plano que se insere a minha vinda à Escola Jaime Moniz, de divulgação, de prevenção primária. Nós teremos uma grande capacidade de redução de eventos cardiovasculares se formos eficazes na mudança dos hábitos alimentares e eliminação de estilos nefastos que fazem parte do quotidiano e que não são aconselháveis”.