Sérgio Gonçalves quer incentivos para fixar população na costa Norte e no Porto Santo

O presidente do PS-M, Sérgio Gonçalves, defendeu a implementação de medidas de incentivo à criação de emprego e apoios ao tecido empresarial e aos sectores produtivos. Tudo para se poder promover a fixação da população nos concelhos do norte da ilha da Madeira e no Porto Santo.

O líder partidário proferiu estas declarações na tarde de hoje, na sequência de uma visita à empresa ‘Brinertes’, situada na Ribeira da Metade, no Faial, após contactos com vários comerciantes no concelho de Santana.

A acção política visou a compreensão da realidade local e as dificuldades que estes empresários têm sentido, de modo a que o partido possa apresentar medidas que vão ao encontro das suas necessidades.

Sérgio Gonçalves aproveitou a ocasião para lembrar a proposta de alteração ao Orçamento do Estado apresentada pelo PS e que permite a integração de alguns territórios da Região nos territórios e baixa densidade.

Fruto dessa medida aprovada e transposta para o Orçamento Regional, as empresas da costa Norte e do Porto Santo passam a estar sujeitas a uma taxa reduzida de IRC, passando dos 11,9% para os 8,75%.

Apesar disso, Sérgio Gonçalves entende serem precisas outras medidas complementares e que os incentivos não se devem esgotar nos benefícios fiscais.

“São necessários incentivos que permitam fixar população aqui nestes territórios, e nós só conseguimos fixar população se tivermos emprego, habitação e cuidados de saúde”, disse.

No seu entender, é urgente implementar medidas no sentido de criar emprego, bem como apoios ao tecido empresarial e aos sectores produtivos tradicionais.

“É muito importante aumentarmos e valorizarmos a produção regional, no sentido de gerar mais rendimento e permitir que mais pessoas e mais famílias se fixem nestes territórios e possam viver dessas atividades que têm sido, de alguma forma, abandonadas”, frisou.

Por outro lado, apontou também dificuldades por que passam as empresas – neste caso a ‘Brinertes’, ligada ao ramo dos inertes – devido ao aumento do preço dos combustíveis.

“O aumento do custo de vida tem sido transversal em toda a Região, mas os combustíveis, para algumas empresas, são um tema muito pertinente”, declarou, recordando que o PS tem vindo a defender a baixa de impostos, nomeadamente a aplicação do diferencial fiscal no IVA, solução que permitiria desagravar as faturas de combustível para as famílias e as empresas, mas que não é implementada por decisão do Governo Regional e do seu presidente, Miguel Albuquerque.

Sérgio Gonçalves apontou ainda uma outra proposta apresentada pelo PS, que visa a criação de incentivos para que os emigrantes regressados possam criar os seus negócios.

“Santana é o concelho da Região que mais população perdeu ao longo dos últimos 10 anos e é fundamental ter esse tipo de incentivos para quem regressa e queira criar aqui o seu negócio, o que tem efeito não apenas na criação do próprio emprego, mas também na criação de postos de trabalho e de mais oportunidades para outras pessoas do concelho”, opinou.

“É necessária uma perspectiva mais abrangente e uma política integrada com várias vertentes, para que se possa inverter esta quebra demográfica tão acentuada que se tem verificado nos concelhos do norte da Madeira”, concluiu o socialista.