Duas obras de Fernanda Fragateiro em exposição na Capela da Boa Viagem

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A Capela da Boa Viagem – Núcleo Difusor de Arte e Cultura Contemporânea tem patenteado até o dia 17 de setembro, a exposição “Diferença e Repetição”, composta por duas obras da artista Fernanda Fragateiro, com a curadoria de Bárbara Piwoworska. Esta exposição, vista, até ao momento, por cerca de cinco centenas de pessoas, encontra-se aberta de segunda a sexta-feira, das 9 horas e meia até às 17 horas.

O título desta exposição, “Diferença e Repetição”, revela o método de trabalho de Fernanda Fragateiro: o gesto de apropriação e transformação do objeto. Nesta exposição, a artista apropria-se da forma decagonal de Munari (1967), ampliando-a para uma escultura de grandes dimensões, utilizando materiais como, chapas de aço recortadas, pintadas a vermelho-vivo. A segunda estrutura, feita com aço lacado, é a oposta do anterior, branca, silenciosa e pequena, encontrando-se instalada nas paredes laterais, é constituída por uma grelha de oito módulos com uma função desconhecida.

Fernanda Fragateiro nasceu em 1962, em Lisboa, sendo representada atualmente pela Galeria Elba Benitez (Madrid), Galeria Josée Bienvenu (Nova Iorque), Galeria Filomena Soares (Lisboa) e Galeria Irène Laub (Bruxelas). Os seus projetos são caracterizados por um grande interesse em repensar e investigar as práticas modernistas, envolvendo uma abordagem arqueológica da história social, política e estética do modernismo. Para além disso, as suas obras, expostas em diferentes museus e instituições nacionais e internacionais, resultam de diferentes colaborações, nomeadamente com arquitetos, paisagistas, artistas e performers.

Bárbara Piwowarska, curadora desta exposição, é historiadora de arte especializada em arte contemporânea, tendo estudado na Kosciuszko Foundation no MoMA, Nova Iorque e no Radcliffe Institute, Harvard University, Cambridge. É curadora e co-curadora em diversas obras, incluindo Polish New Wave (Tate Modern, Londres/ Anthology Film Archives, Nova Iorque), Polish Socialist Conceptualism of the 70s (Orchard, Nova Iorque) e de Jadwiga Maziarska: Atlas of the Imaginary (CCA, Varsóvia). Desde 2010 coordena o Footnote, um projeto com base numa “metodologia das margens” referenciando instituições e conceitos existentes no formato de exposição, como “Footnote 3: Andrea Frases” (Foksal Gallery, Varsóvia). Para além disso, trabalhou como curadora do “Polish Pavilion for 57th Venice Biennale with Little Review” de Sharon Lockhart, sendo curadora na Galeria Studio em Varsóvia, desde 2016.