Iniciativa Liberal denuncia “ligações pecaminosas” entre empresas e poder político

A Iniciativa Liberal veio citar o dicionário Priberam sobre a palavra “promiscuidade”, referindo-se à Festa do PSD no Chão da Lagoa. E enuncia:

“pro·mis·cu·i·da·de
(promíscuo + -idade)
nome feminino
1. Qualidade do que é promíscuo.
2. Mistura confusa e desordenada.
3. Comportamento que viola o que é considerado moral.
4. Relacionamento com vários parceiros sexuais.

pro·mís·cu·o
adjectivo
1. Misturado sem ordem (notando-se na confusão mais de mau que de bom).
2. Que viola o que é considerado moral.
3. Que tem vários parceiros sexuais.”

“A promiscuidade, como acima se pode ler, viola princípios morais e mistura o que não se deve misturar”, diz a IL. “Realizou-se ontem a Festa do PSD no “Chão da Lagoa”. Um momento alto da vida do partido. Nada a opor. Arregimentam-se pessoas para o recinto, alugam-se autocarros que se procuram encher, publicita-se o evento na rua e com anúncios na comunicação social. Pergunta-se então onde está a promiscuidade. Está na mistura entre os interesses de um partido, que sustenta um governo, e os interesses de um privado que, ao que parece, sustenta os interesses desse partido.
Estamos a falar em concreto da alteração de horários do Lobo Marinho, uma embarcação paga com fundos comunitários e dinheiro dos nossos impostos”, refere a IL.

“Uma das principais razões da existência desta embarcação é a de reduzir o isolamento do Porto Santo. Não é para servir o PSD, nem para este dela se servir. A alteração de horários demonstra promiscuidade entre quem exerce o poder e quem se serve desse mesmo poder. Uma mão paga à outra. Nem referiremos os preços especiais para os porto-santenses cuja diferença, esperamos, tenha sido suportada pelo PSD”, denunciam os liberais, considerando o sucedido “mais uma prova das relações pecaminosas, entre certas empresas e o poder político regional”.