Fraga Gomes em evidência na obra de Raimundo Quintal

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No âmbito da apresentação do livro Mata do Dr. Fraga – Herança viva de um madeirense, da autoria de Raimundo Quintal e Teófilo Braga, o 1.º autor referido esteve no programa «Açores Hoje», promovido pela RTP Açores, no passado dia 20 de junho.

O livro apresentado, no dia 13 de junho, na Casa da Madeira dos Açores, tem por iniciativa «homenagear um homem bom para que a sua memória não desapareça», disse Raimundo Quintal sobre Guilherme de Fraga Gomes.

A Mata do Dr. Fraga – Herança viva de um madeirense apresenta a história de uma zona de recreio situada no concelho da Ribeira Grande, na freguesia da Maia, ligada ao médico madeirense «que se formou na Escola Médico-Cirúrgica do Funchal», terminando o curso em 1897. «Por convite de outro madeirense (…) veio para a Bretanha e, depois, passou para a Maia», conta o autor do livro, acrescentando que «na Maia, foi um médico muito querido, esteve ligado à fundação da Santa Casa da Misericórdia e esteve ligado, mais tarde, à fundação do pequeno hospital da Maia.»

O médico madeirense, Guilherme de Fraga Gomes, era, segundo Raimundo Quintal, «Um homem que, além de exercer a medicina, era um humanista e era, também, um amante da natureza e um botânico.»

O fascínio pelas plantas e pela natureza foi um importante contributo para a construção «num local, na altura ermo, no Outeiro Redondo, [de] uma mata ajardinada, que ele tratou com muito carinho e que foi introduzindo plantas, inclusive uma coleção muito interessante de fetos.»

Raimundo Quintal sugeriu que «se recupere a coleção de fetos que o Dr. Fraga fala nos seus artigos» e se introduzam outras «espécies quer de flora azorica, quer de flora exótica». Trata-se de um espaço que remonta ao século XIX e que «esteve ao abandono durante muito tempo, porque em 1950, o Dr. Fraga Gomes, depois de 52 anos aqui, volta para a Madeira já muito doente e morre em [19]52.»

O autor deseja que o espaço seja enriquecido e lamenta «que a casa não esteja a funcionar como um espaço de educação ambiental».

A mata do Dr. Fraga foi aberta ao público em 2008, depois de, em 2005, a Junta de Freguesia com o apoio do Governo Regional dos Açores e, sobretudo, da então Diretora Regional, Ana Paula Marques, incentivar a recuperação» daquele espaço, recordou Raimundo Quintal.