
A secretaria regional de Mar e Pescas, através das suas duas direções regionais, a do Mar (DRMar) e a das Pescas (DRP), está a desenvolver uma campanha junto dos pescadores e armadores para a marcação e recolha de covos perdidos no mar.
O objetivo é limpar o mar desta e de outras artes de pescas que, por razões diversas, são deixadas à deriva, colocando em perigo algumas espécies. Esta segunda-feira, a diretora regional do Mar, Mafalda Freitas, promoveu uma ação de sensibilização e esclarecimentos que contou com a presença dos inspetores das pescas, pescadores, armadores, o presidente da Coopesca, Jacinto Silva, e técnicos da DRMar e DRP.
Esta ação da secretaria regional de Mar e Pescas, através da direção regional do Mar, assinala o Dia Mundial dos Oceanos que se celebra esta quarta-feira. Integrado ainda neste evento, haverá uma iniciativa conjunta com a secretaria regional de Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas de recolha de materiais de artes de pesca, na área do Caniçal, com a presença dos secretários Teófilo Cunha e Susana Prada.
Os covos passam agora a ser marcados com um selo plástico onde constam o número de matrícula da embarcação e o nome do armador a que pertencem, processo que irá permitir diferenciar os covos legais dos ilegais e, ao mesmo tempo, com os dados inseridos no selo, poder ser recuperado e devolvido aos legítimos proprietários, evitando-se assim o seu abandono no mar.
A pesca por covo é uma arte com alguma tradição na Madeira, a sua utilização está interdita nas áreas marinhas protegidas e é sujeita a legislação nacional e europeia. Na sessão de esclarecimentos desta segunda-feira um dos pescadores desta arte de pesca referiu que a legislação nacional existente “não poderá ser aplicada na Madeira” e apontou como razão principal as diferenças de profundidade do mar na costa madeirense e na costa continental.
A recolha dos covos perdidos será feita por técnicos da direção regional do Mar, mas, como foi referido, qualquer pescador ou armador pode e deve participar nas operações, trazer os aparelhos para terra e deixá-los à guarda da direção regional de
Pescas para que depois, através do selo de identificação, sejam devolvidos para reutilização. Os aparelhos que não estejam identificados serão integrados no projeto OceanLit, também desenvolvido pela DRMar e DRP, e que tem como objetivo a recolha de artes de pesca em fins de vida, materiais que serão posteriormente enviados para o continente por ainda não existir na Região nenhuma empresa certificada para o efeito.
*Com Lúcia Pestana
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