Após a estranha confusão relativa ao anúncio de uma criptomoeda madeirense, anúncio esse que veio a ser desmentido posteriormente pelo Governo Regional e pela Universidade da Madeira, esta última entidade referindo num longo comunicado que a “complexidade” do tema teria sido a base do equívoco por parte dos jornalistas, afinal eis que o GR parece mesmo interessado em apostar em criptomoeda, embora não sejam claros os contornos desse mesmo interesse.
Pelo menos, é para tal que chama a atenção o socialista Miguel Silva Gouveia, vereador da CMF, ao revelar, no seu facebook pessoal, a aquisição de serviços pelo GR, “(…) relativos à implementação pela Região Autónoma da Madeira de moeda eletrónica”,
A dita aquisição pode ser consultada no portal de contratos públicos BASE, mais precisamente em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/detalhe/?type=contratos&id=9270074&fbclid=IwAR0SlvdD94E_802Q99CuqnFa-7xtmcvGQ6l4htAeIIGSfshNq9MV4WeiELQ
São, conforme aponta Miguel Gouveia, não os 60 milhões anteriormente avançados em alguma comunicação social, mas de qualquer modo 100 mil euros, pagos a um escritório de advogados.
E como diz o socialista, “Depois de afirmada, reafirmada e desmentida a criação de uma criptomoeda na Madeira, eis que o GR gasta 100 mil euros (em dinheiro público e real) na “aquisição de serviços relativos à implementação pela RAM de moeda eletrónica”. Afinal em que ficamos?”, interroga-se.
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