PCP foi ouvir queixas dos estudantes da RAM

O PCP esteve hoje no Funchal, na Escola Secundária Francisco Franco, com o objectivo de assinalar o Dia do Estudante e com a intenção declarada de ouvir os mesmos em relação aos problemas que continuam a afligir na actualidade os estudantes da RAM.

Nesta acção, afirmam os comunistas, “foram-nos colocadas legítimas reivindicações e preocupações devido às dificuldades sentidas nas escolas da Região Autónoma da Madeira. Colocaram-nos, por exemplo, a falta de meios humanos e materiais nas escolas, a falta de professores, o facto de algumas escolas estarem degradadas e até de haver falta de água quente nas escolas”.

“Na nossa Constituição da República Portuguesa está plasmado que a educação deve ser pública, gratuita, democrática e universal, mas a verdade é que os sucessivos governos da República e da Região Autónoma da Madeira não têm respeitado a nossa Constituição, colocando problemas e entraves ao ensino, como a existência do pagamento de matrículas, de propinas e emolumentos. Mas, apesar destes entraves financeiros, existem problemas no que se refere a algumas resistências por parte de algumas direcções das escolas quando os alunos tentam fazer reunião geral de alunos com vista à luta por melhores condições para os estudantes ou até na constituição de associações de estudantes”, refere o PCP.

O dia 24 de Março de 1962, consideram, é um marco histórico da luta dos estudantes portugueses contra o fascismo e pela liberdade, pelo direito de reunião e de associação, pela autonomia das Universidades e a democratização do ensino.

As lutas académicas de 1962 constituíram uma extraordinária afirmação de unidade na luta por liberdades fundamentais e outras reivindicações imediatas de estudantes de diferentes opções políticas e ideológicas em que os dirigentes e activistas associativos membros do PCP tiveram reconhecidamente um papel fundamental, papel que muitos pretendem apagar e que, no interesse da verdade histórica, é necessário não deixar esquecer, assevera o partido.

“Esse é também um dos objectivos desta iniciativa com que assinalamos os 60 anos do 24 de março de 1962 que, pelo seu significado e importância, passou a ser assinalado e comemorado em Portugal como o Dia do Estudante, mas também referir que muito ainda está por fazer e por isso a luta dos estudantes deve prosseguir para conseguirmos mais e melhor qualidade do ensino para todos”.