Bloco de Esquerda diz que são precisos mais meios para o sector da Justiça

Os candidatos do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral da Madeira debruçaram-se na manhã de hoje sobre a questão da justiça.

Luísa Santos referiu que são necessários mais meios para a justiça poder investigar a criminalidade e a corrupção. “Não só mais profissionais mas também a valorização das suas carreiras, como, aliás, têm defendido os representantes da classe”, declarou.
“Ao contrário do que defendem alguns partidos, o Bloco considera que não precisamos de mais uma agência para combater a corrupção. Precisamos sim de mais pessoas e equipamentos para que os órgãos de investigação possam fazer o seu trabalho”, disse a candidata.

O Bloco de Esquerda defende uma justiça mais acessível, pois “as taxas de justiça são um obstáculo que pode inibir as pessoas de apresentar queixa e nem todos podem pedir ajudas judiciais à segurança social”.

“É muito injusto que alguém que queira fazer valer os seus direitos seja impedido de o fazer por não ter dinheiro para pagar taxas de justiça que são proibitivas para a maioria. O acesso à justiça deve ser para todos”, diz o Bloco.

A independência da justiça requer também agentes bem pagos – juízes e funcionários judiciais, aponta este partido.

O Bloco de Esquerda propõe-se, por outro lado, criminalizar o enriquecimento ilícito – quem ostenta estilo de vida incompatível com os rendimentos tem de justificar como é possível fazê-lo.

“Não podemos continuar a ter justiça para pobres e justiça para ricos. É preciso punir os Rendeiros e os Salgados e impedir que se fuja aos impostos neste país. Não são as pessoas que beneficiam do RSI que levam o país à bancarrota. São os que roubam milhões declarando esse dinheiro fora do país, em offshores, para permitir uma boa fuga”, disse Luísa Santos.


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