Deputados do PSD-M mostram solidariedade com embaixador português na Venezuela

O grupo parlamentar do PSD apresentou, na Assembleia Legislativa da Madeira, um voto de solidariedade para com o embaixador português na Venezuela, Carlos de Sousa Amaro, pela sua retenção à entrada do Estado de Guárico, “endereçando ao corpo diplomata português e a todos os que têm sido prejudicados pelo regime antidemocrático, que impera naquele país, uma palavra de conforto e apreço e reiterando que Portugal tem de assumir uma postura firme na defesa desta comunidade”, referem os deputados.

Carlos de Sousa Amaro, embaixador de Portugal na Venezuela, juntamente com Octavio Orta, deputado luso-venezuelano da Assembleia Nacional eleita em 2020, ficou retido, durante várias horas, à entrada do Estado de Guárico, em San Juan de Los Morros, que tem uma posição política contrária à do regime de Nicolas Maduro e onde vivem muitos portugueses e lusodescendentes, quando se dirigia para uma reunião com presidentes de Câmara locais, com o objectivo de preparar um protocolo para auxiliar os idosos mais vulneráveis.

Esta não é a primeira vez que um incidente desta natureza se regista quer com diplomatas portugueses, quer com de outros países ou da União Europeia. Contudo, a lei é clara quando atesta que a documentação dita normal é suficiente para circular no país, pelo que este pedido da Guarda Nacional tem um pendor meramente político, consideram os social-democratas.

Trata-se de uma situação preocupante que revela a persistência, o desrespeito e a prepotência de Nicolas Maduro e do seu regime, bem como a contínua falta de democracia e de diálogo existentes na Venezuela.

“Num país onde a Amnistia Internacional relata a repetida violação da liberdade de expressão e dos direitos humanos, urge, cada vez mais, uma mudança de paradigma político que eliminem episódios como este”, declara o PSD.

A retenção de Sousa Amaro e de Orta revelam que o acompanhamento internacional continua a ser necessário e deve espelhar-se em posições e estratégias claras, opinam os parlamentares.