Patrícia Dantas critica exclusão da RAM das receitas do leilão 5G

A candidata da coligação “Madeira Primeiro”, Patrícia Dantas, veio criticar a exclusão da Madeira das receitas do leilão 5G, pelo Governo central, preferindo alocar parte dessas mesmas verbas a obras e a infraestruturas no continente português, ao invés de garantir a sua justa distribuição, em todo o País, sem discriminar as Regiões Autónomas”.

Numa iniciativa realizada junto às instalações da ANACOM, a candidata da coligação que junta PSD e CDS diz que está em causa o acesso da Região à quota parte destas receitas a que tem direito, uma vez que as licenças 5G pertencem ao domínio público do Estado e cobrem todo o território português.

“O que seria de esperar é que a Madeira tivesse direito a parte dos 587 milhões de euros que o Estado arrecadou por esta via, valor que, se se considerar a distribuição da nossa população, daria para promover, no exterior, todo o sector turístico regional, um sector tão importante para esta Região e que tantos empregos gera ou, alternativamente, sustentar diversos projectos na área das comunicações e do digital” disse.

Infelizmente, prossegue, “o Estado prefere ignorar que a Madeira faz parte de Portugal e resolve afectar parte destas verbas a infraestruturas rodoviárias no continente, facto que contraria, inclusive, o princípio inicial deste Leilão, no qual estava previsto que as receitas fossem alocadas a aspetos relacionados com a transição digital”.

Reiterando que os candidatos pela coligação “Madeira Primeiro” estarão atentos e disponíveis para dialogar e para encontrar as melhores soluções para a Região, a candidata faz questão de garantir que o trabalho a desenvolver, na Assembleia da República, passará, igualmente, pela defesa dos direitos dos madeirenses, contra a “discriminação política”.