Partido “Livre” quer representar a Madeira no continente

O partido Livre apresentou a sua candidatura pela Madeira no passado dia 20 de Dezembro, estando em conformidade e aprovada para as eleições de 30 de Janeiro, informa uma nota às Redacções.

Após as primárias internas do Partido Livre (único partido que utiliza este método), Tiago Camacho será o cabeça-de-lista do círculo da Madeira às eleições legislativas de 2022.

A segunda candidata será Lurdes Paiva, seguida de Paulo Azevedo, Liliana Pereira, Francisco Ferreira e Joana Teixeira, sendo estes os 6 candidatos efectivos.

A lista é 50/50 a nível de paridade, como em todas as outras candidaturas do partido a nível nacional.

Esta candidatura, revela-se, será uma continuidade do projecto do partido Livre na Região Autónoma da Madeira, começado nas últimas eleições autárquicas, e com o objectivo ambicioso de obter uma representação na Assembleia da República.

A candidatura surge devido à necessidade dos madeirenses e porto-santenses serem devidamente representados nas mais altas instâncias nacionais.

“Sabemos que infelizmente até agora, isso não tem sido verdadeiramente salvaguardado pelos deputados eleitos nas últimas eleições”, refere a candidatura do Livre.

“É sabido que tanto o cabeça-de-lista como o mandatário desta candidatura, pertenceram ao Bloco de Esquerda Madeira, tendo até feito parte da sua Coordenação, mas após algumas opiniões que circulam na opinião pública gostaríamos de salientar que a desvinculação desse mesmo partido se deveu a pensamentos/opiniões divergentes sobre o caminho a seguir. O que acabou acontecendo na Assembleia da República nas conversações do orçamento de estado para 2022, bem como a coligação Confiança, nos moldes que a mesma foi criada, são exemplos da incapacidade de negociação por parte do mesmo. Em Lisboa intransigente e na Madeira subserviente”, diz o Livre.

Um projecto “de uma esquerda real de compromisso e convergência, para realmente dar o passo em frente e resolver de uma vez por todas os problemas da nossa sociedade, é o nosso mote”, declara o Livre.