O presidente da CMF, Pedro Calado, colocou hoje no Monumento de Simon Bolívar, no Jardim Municipal, uma coroa de flores, com o fito de assinalar a morte do líder político e militar venezuelano, chefe das revoluções que libertaram várias nações. Simon Bolivar faleceu a 17 de Dezembro de 1830.
Na ocasião, Pedro Calado disse que Bolívar foi um grande estadista e um exemplo para todos, uma pessoa de valores e princípios que lutou sempre pela liberdade.
O autarca salientou ainda, na oportunidade, que a Madeira muito deve à Venezuela. Lamenta, pois, que muitos madeirenses não percebam o quão positivo foi o envio de remessas da Venezuela para a Madeira, para ajudar a crescer a Madeira.
Nesse sentido refere que a Região tem uma dívida de gratidão para aqueles que saíram da Madeira na década de 70, 80 e 90 e ajudaram a desenvolver a região.
O presidente da autarquia criticou a “falha” do governo da República no apoio aos emigrantes que regressam à Madeira. Até agora, salientou, foi o governo regional a garantir a ajuda na atribuição de habitação, educação e saúde.
Peço Calado deixou ainda garantia que a CMF em conjunto com o governo regional e a Venecom-Associação da Comunidade de Imigrantes Venezuelanos na Madeira estará sempre disponível para ajudar os lusodescendentes nos investimentos e sobretudo a criar condições dignas para viverem em família. “Serão sempre bem vindos”, disse o autarca.
Por seu turno, a presidente do Núcleo de Imigrantes do CDS, “Integrar com Justiça”, Ana Cristina Monteiro, considerou que esta homenagem a Bolívar “é mais do que merecida”.
Na ocasião, a deputada do CDS afirmou que “o povo da Venezuela está triste, encontra-se numa situação de extrema pobreza, falta de liberdade e democracia, onde são violados os direitos humanos e são cometidos crimes de lesa-humanidade”.
Afirma que a Venezuela é “um país que reduziu o seu PIB em 74%; um país que tem 76% de pobreza extrema; um país onde, apenas 56% dos idosos conseguem fazer três refeições por dia e só comem proteína duas vezes por semana; um país onde a segurança alimentar é de 34%; um país onde poucos recebem tratamento médico e muito poucos conseguem comprar medicamentos”.
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