Quando falta juízo a mão de ferro e a arrogância são as armas dos governantes

Encontro-me fora da Ilha mas não posso deixar de opinar acerca do momento conturbado que se vive na terra do “zarolho” Gonçalves Zarco. O caso é muito sério. As medidas anunciadas ontem seriam as mesmas se estivessem a ser tomadas durante a última semana das eleições autárquicas???

Como se justifica agora a Festa da Flor e do Vinho… e a abertura de bares e discotecas toda a noite? Muito alertámos, embora não sejamos contra… A fiscalização não existiu, os pais não tiveram pulso para dizer não a muitos menores de idade que eram como passarinhos na gaiola e que receberam, na estação estival, autêntica carta de alforria, gritando “a noite é nossa” e enchendo discotecas e bares, inclusive gerando cenas lamentáveis de comas alcoólicos e desordens. A fiscalização da venda de álcool a menores, sublinhemos, aí foi pouca, como sempre.

Ora, consumo de álcool por menores à parte, aqui está uma liberdade que não foi ponderada, e as consequências estão a porta, Miguel Albuquerque está descontente e quando anuncia medidas restritivas, mostra a cara de um político zangado, aprovando medidas dolorosas, quando primeiro  permitiu um desregramento e as discotecas podiam funcionar até à manhã do dia seguinte.

Agora que as coisas pioram, gritamos “Oh da Guarda!!! Oh da Guarda!!! E é regressar à caserna. A semana passada Pedro Calado ia reunir com a saúde para decidir como seria a Noite de Natal. E agora? Nem os cantores estarão nas escadas do mercado?