Governo Regional faz esclarecimento e “oferece” período de transição

A Presidência do Governo Regional da Madeira emitiu hoje um comunicado no qual procura esclarecer as muitas dúvidas suscitadas na população pelas medidas ontem anunciadas, face à pandemia da Covid-19.

Refere o dito comunicado que até à data as Autoridades Regionais de Saúde Pública têm monitorizado e acompanhado as cadeias de transmissão dos casos de Covid 19 na Região. Do mesmo modo, as infraestruturas hospitalares e não hospitalares têm demonstrado capacidade de resposta para os casos identificados, refere-se.

Porém, e “com o crescimento exponencial do número de casos e de internamentos, incluindo os cuidados intensivos, como aliás está a acontecer por toda a Europa e no nosso País, impõe às Autoridades de Saúde Regionais medidas e procedimentos para a contenção e controlo da pandemia enquanto é tempo”, avisa-se.

“O pior que podia acontecer para todos nós seria perdermos a capacidade de controlo e monitorização dos casos de Covid 19 e das respectivas cadeias de transmissão, o que levaria inevitavelmente ao colapso do sistema e a novo confinamento geral, como aliás já acontece em alguns países da Europa. Atente-se ao que está a acontecer na Áustria”, cita o comunicado da Quinta Vigia.

O Governo considera que as medidas ontem anunciadas são “imperiosas e necessárias para a contenção da pandemia na Região e para a manutenção essencial do controlo das cadeias de transmissão, para preservar o funcionamento da nossa economia e da nossa sociedade, evitando situações de colapso sanitário e social, com consequências gravíssimas”.

“A resolução que hoje será publicada contém um conjunto de medidas de razoabilidade e de bom senso, que visam conter a expansão da pandemia e manter o controlo da situação sanitária”

Cumpre esclarecer e clarificar, porém, alguns aspectos da sua aplicação junto da opinião pública, admite o Governo Regional.

  1. No que respeita aos:
  2. Supermercados/mercearias;
  3. Transportes públicos;
  4. Farmácias e clínicas;
  5. Igrejas e locais de culto;
  6. Actos urgentes relativos à Justiça;
  7. E outros serviços essenciais que constam da resolução;

é apenas solicitado ao cidadão: Certificado de Vacinação OU Teste antigénio.

  1. Nos casos em que é exigido cumulativamente o certificado de vacinação e o teste antigénio para exercer/frequentar, actividades/eventos no sector público e privado:
  2. Desporto;
  3. restaurantes;
  4. cabeleireiros;
  5. ginásios;
  6. bares e discotecas;
  7. eventos culturais;
  8. cinemas;
  9. actividades nocturnas;
  10. jogos;
  11. casinos;
  12. e outras actividades sociais similares,

haverá um período de aplicação transitório, que também consta da resolução, esclarece-se.

Até ás 00h00 do próximo dia 27 de Novembro, apenas será solicitado aos cidadãos a apresentação do Certificado de Vacinação ou do Teste Rápido Antigénio. Ou um, ou outro, diz o GR.

“Este período transitório impõe-se, como consequência da previsível adesão massiva da nossa população aos testes antigénio e às vacinas”. Adesão que, de facto, já está a entupir farmácias e outros postos de testagem, como hoje já se verificou, e a comunicação social deu conta.

“Vivemos um período decisivo que exige de todos nós um grande sentido de responsabilidade e o Governo Regional não hesitará em continuar a tomar as medidas necessárias para a salvaguarda da saúde pública. Agradecemos, desde já a compreensão de toda a população”, conclui a nota de imprensa.