Estepilha: Aida Mar regressa pela segunda vez ao ponto de partida…

Rui Marote
Ou é do “malho ou do malhadeiro”. Num espaço de quinze dias, o navio “Aida Mar” regressou ao Porto do Funchal para deixar um passageiro acometido de doença. Desta feita, tratou-se da evacuação de uma passageira idosa, que sofreu uma queda nas escadas e fracturou um braço.
Atracou hoje no cais sul, na Pontinha, eram 11h45, depois de algumas horas a navegar. Cerca das 13h30, fez -se novamente ao mar com destino a Tenerife.
Na última evacuação, o paquete não atracou, ficando ao largo.
Geralmente nestes casos de emergência, recorre-se ao helicóptero da Força Aérea, e a operação custa entre os 20 e 25 mil euros, dependendo da distância a que o navio se encontra. Neste caso, o navio optou por regressar.
Este caso foi uma emergência por traumatismo, mas consta-nos que os casos de Covid-19 têm aumentado a bordo dos paquetes e que os Mein Schiff chegaram a ter retidos a bordo passageiros e tripulantes proibidos de desembarcar.
O porto do Funchal durante cerca de um ano impôs medidas de “bloqueio” à entrada desses paquetes, estacionados nas Canárias, que só passavam por cá para ver e cheirar à distancia a “terra prometida”.
Hoje é enfrentar, porque já não regressamos ao passado. Aquele chavão “em primeiro lugar a saúde”, deixou de o ser e a economia ocupa agora o lugar de destaque, doa a quem doer.
Enquanto as desgraças dos nossos vizinhos tornaram-se atracção turística, com a maioria dos navios que por cá passam a terem como destino a ilha de “La Palma” e a vista do vulcão Cumbre Vieja, a Madeira recebe turistas para cuidados de saúde…
Tudo muda, Estepilha!