Nuno Morna candidata-se a coordenador da IL Madeira

Os ciclos de coordenação dos Núcleos da Iniciativa Liberal têm dois anos. No final de Outubro passado terminou um desses ciclos, tendo a IL Madeira como coordenador Duarte Gouveia, que dirigiu o partido na Madeira de forma superior, diz Morna. “Não podemos esquecer que foi sob a sua mão que concorremos às autárquicas de Setembro passado, as eleições mais difíceis de serem organizadas do ponto de vista partidário, com excelentes resultados”, salienta.

Entretanto, no próximo dia 13 de Novembro, reúne-se o Plenário Regional que decidirá a estratégia para os próximos dois anos e elegerá os novos órgãos da estrutura da Iniciativa Liberal Madeira.

É neste âmbito que Nuno Morna apresenta a sua candidatura, “depois de ter conversado com inúmeros membros do partido, bebendo nas suas palavras sabedoras ensinamentos e perspectivas do que deve ser o caminho a percorrer, que não se deve afastar dos princípios fundamentais do liberalismo”.

“Que fique bem claro ao que venho e para aonde vou! Sou liberal e ponto. Tenho do liberalismo uma escola de pensamento que considera o uso arbitrário do poder como um modo de destruir a liberdade individual e o estado de direito. As divisões que existem no liberalismo, não passam de desacordos individuais sobre como governar a relação do estado com o indivíduo. Isso não nos pode nunca separar”, declara.

“Defendo acerrimamente o liberalismo como modelo político sustentado na liberdade, na autonomia individual e no consentimento, como valores morais fundamentais que sustentam o contrato social que nos permite viver em conjunto. E isto é inquestionável, não é sequer passível de discussão. Aceito que os valores fundamentais da democracia e fidelidade à salvaguarda dos direitos individuais estejam sujeitos a diferentes interpretações, e pouco mais do que isso.

Estou com James Traub: “na raiz da tradição liberal está a fé no indivíduo e um profundo respeito pelos seus direitos — políticos, económicos, pessoais. O liberalismo, portanto, vive em tensão, geralmente saudável, com as maiorias geradas em democracia”. Como John Stuart Mill escreveu, “todos temos o direito de dizer o que pensamos, mesmo que todos pensem que estamos errados”. É também assim com o direito de nos comportarmos como quisermos”, refere Nuno Morna.

Para ele, a Iniciativa Liberal tem que ser o partido da liberdade e dos bons valores democráticos. “O partido que reconhece cada um de nós como uma entidade irrepetível, que é a partir do individual que podemos pensar o conjunto. Um partido de olhos postos no futuro que não deixa ninguém para trás”.

“Rejeitar os extremismos de esquerda e de direita, não alinhar em populismos, nem perder tempo com quem da política tem só a ideia de um projecto de projecção pessoal, são linhas vermelhas que nunca por nunca podemos atravessar”, preconiza.