O MPT-Madeira emitiu um comunicado no qual estranha que na primeira reunião de 2021 da CMF, após a posse de Pedro Calado, “além de se autorizar Calado a fazer despesas até 748 196,84€, foi delegada no mesmo a competência de “proceder à captura, alojamento e abate de canídeos e gatídeos”. Ora, desde 2016, que pelo Decreto Legislativo Regional n.º 13/2016/M, é proibido o abate de animais de companhia, constata a o MPT, pela voz do seu coordenador Valter Rodrigues.
“Assim, não se percebe a razão desta autorização a não ser a coincidência de que nesta mesma semana Albuquerque declarou que tenciona liderar o Governo Regional até 2027. Será que depois das eleições dos frangos virão as eleições da “carne mistério”?”, ironiza o MPT. E questiona: “Será que o Provedor do Animal se vai insurgir contra esta delegação de poderes?”
O MPT relembra, por outro lado, a promessa do agora empossado edil, de viabilizar a construção de um crematório de animais.
“Actualmente, que se saiba, os cadáveres de animais estão a ir para um destino final adequado: a Estação de Tratamento da Meia Serra. Para quê gastar dinheiro?”, ironiza mais uma vez o partido.
“Mais ainda, no entendimento deste diploma pelo MPT, e ao contrário do que o Provedor do Animal divulga, cada município não tem que ter veterinário municipal nem Centro de Recolha Oficial municipal. Podem ser criados veterinários e centros de recolha intermunicipais ou regionais”, conclui o comunicado às Redacções.
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