Degradação humana continua bem visível no centro do Funchal

A degradação humana continua bem visível no eixo Rua João de Deus/Rua do Bom Jesus/Rua das Hortas/Rua do Carmo, com a frequência de uma população impressionante de sem-abrigo, indivíduos desocupados e frequentemente alcoólatras, vários toxicodependentes e alguns marginais assumidos. A imagem, entretanto, é esclarecedora dos estragos causados pela pior das nossas drogas: o álcool. Um homem escolhe para lugar do seu descanso precisamente o chão da zona onde os habitantes da zona põem o lixo.

A Polícia Judiciária realiza amanhã, e muito bem, um seminário sobre o impacto das novas drogas sintéticas, nas quais a problemática da toxicodependência será analisada sob diversos prismas, inclusive sob a perspectiva académica e de investigação. Participarão também no evento individualidades policiais e as mais altas entidades da Região.

O flagelo das novas drogas sintéticas é bem real e causa impactos sociais graves, e criminalidade associada à toxicodependência. Mas temos idade para nos recordarmos de quando o médico especialista em saúde pública Maurício Melim dirigia o combate regional na área da alcoologia, e realizámos, na época, já lá vão várias décadas, entrevistas com este profissional nas quais o mesmo não se coibia de alertar publicamente para o grave problema da dependência do álcool na RAM. Não estamos, obviamente, a dizer que nada foi feito desde então, mas parece que saiu da moda a problemática do álcool, que continua a destruir vidas e famílias inteiras. Uma foto vale por mil palavras, e foi por isso que escolhemos este instântaneo, devidamente inserto na nossa secção denominada “Imagem”. Desejamos tão só que desperte consciências. As eleições já passaram. Continua a haver muito para fazer na cidade, no que aos sem-abrigo e outras pessoas à margem da sociedade (incluindo a pequena criminalidade) diz respeito. Tudo com o combustível das drogas por trás… e sobretudo do álcool!