JPP pretende criar um “Zelador da Floresta”

O JPP quer um “Zelador da Floresta”. Essa ideia integra o programa do JPP à Câmara Municipal do Funchal que pretende envolver a população na defesa e manutenção da “floresta, sendo também uma forma de criar zonas de corta-fogo para prevenir futuros incêndios”, referiu Bruno Berenguer.

O candidato à Câmara Municipal do Funchal lamentou a falta de visão estratégica do Governo Regional que não faz a devida manutenção das áreas onde há o “corte de árvores e de vegetação, que tem algum valor comercial” tornando-se “um problema, à posteriori, pois não há manutenção”.

 

Ao longo das declarações, o candidato exemplificava com zonas junto ao Terreiro da Luta que, no seu entender, “comprovam que as opções governativas para a reflorestação não têm sido eficazes”.

“Embora haja alguma reflorestação com plantas endémicas, o que é de valor, a verdade é que sem uma manutenção frequente, sem o devido cuidado, a floresta acaba por ser recuperada pelas plantas invasoras”, referiu.

 

Para o candidato, uma das estratégias para o futuro terá de passar pela criação de “áreas no parque ecológico que permitam integrar as pessoas, dando-lhes a oportunidade de ter um espaço seu, com uma área afeta onde, através de um regulamento devidamente criado e escrutinado por especialistas na área, estas mesmas pessoas manteriam o espaço, com regras florestais”.

Esta medida, além de ser “uma mais valia em termos ambientais, tem benefícios sociais, familiares  e urbanísticas”, reforçou.

“No fundo, a criação da figura do zelador da floresta permitiria criar uma área agroflorestal que também serviria de zona de corta fogo, garantindo, a exemplo do que se faz no Cabeço da Lenha, com a Associação dos Amigos do Parque Ecológico, uma manutenção frequente do coberto vegetal endémico”, salientou.

Bruno Berenguer lembra o helicóptero que, “no passado, não era considerado uma solução e hoje, é irrefutável a sua importância no combate aos incêndios”.  Para o candidato, a “aposta governamental não pode continuar a ser a mesma que se fazia no passado”.