CDS é menos CDS no governo? Barreto clarifica: “Não sinto que o partido esteja subalternizado”

Primeiro os madeirenses, depois o partido, observa Rui Barreto. Fotos FN.

Se há questão delicada na vida política atual do CDS-PP é a de saber se este CDS é menos CDS com a sua entrada no governo com o PSD. Um ponto sensível que gera opiniões díspares nos militantes e alguma celeuma. Confrontado com a questão, Rui Barreto minimiza-a. “Eu acho que o CDS não é agora menos CDS. Acho que os partidos são instrumentos para servirem a sociedade, para preconizarem e implementarem as medidas que defendem. Eu acho que o CDS tem-no feito com  grande coerência, o que defendia na oposição é o que tenho aplicado no governo. Nem sinto que o CDS esteja subalternizado. Agora, temos de ser objetivos: nós chegámos ao governo mas quem o lidera é o partido escolhido pelos madeirenses, o PSD. Deu-se a circunstância de, pela primeira vez na história democrática da Madeira não haver maiorias absolutas e haver um entendimento entre o PSD e o CDS. Eu estou absolutamente comprometido com as funções governativas e sou responsável e penso nas pessoas. Não me verão todos os dias em bicos de pés na comunicação social a falar desta ideia do CDS ou o que disse no conselho de governo. De quando em vez, também digo. Agora, o meu principal compromisso é com os madeirenses que depois avaliarão o trabalho que fizemos nestes 4 anos”.

No seu gabinete, na Vila Passos, o secretário da Economia coloca a Madeira em primeiro lugar. Diz-se “completamente comprometido com as funções governativas”.

Por outro lado, Rui Barreto alerta para o importante fator conjuntural que exige outra postura perante os acontecimentos. “Seria ridículo que, perante uma pandemia, nós, o CDS e o PSD, andássemos na comunicação social ou publicamente a mostrar divergências, que também existem, e é bom que aconteçam, porque são dois partidos que, embora ideologicamente próximos, têm uma identidade e história diferentes. Sinto-me bem no governo, acho que o CDS é útil à Democracia e é um partido absolutamente essencial ao futuro da Região.”