A autarquia de Santa Cruz veio responder a afirmações de Brício Araújo, considerando que, “mesmo no calor da pré-campanha eleitoral, há situações que não podem, sob nenhum pretexto, ficar sem resposta, sob pena de compactuarmos com uma menoridade democrática, que quer tomar o cidadão por parvo, e com uma desonestidade política, que não olha a meios para atingir os fins”.
2Insere-se nesta lógica a presença, na tarde de ontem, do candidato da coligação de interesses entre PSD e CDS, Brício Araújo, junto às instalações do Iate Clube de Santa Cruz”, refere nota da CMSC.
Refere o executivo camarário que “é preciso não ter vergonha na cara para ir a um espaço tutelado e completamente abandonado pelo Governo Regional para reclamar investimentos municipais. Como advogado, deveria pelo menos saber que a autarquia não pode investir em terreno que não lhe pertence”.
Por outro lado, a Câmara esclarece que, “ainda assim, tanto no Porto de Recreio, como no Porto de Abrigo, foi a autarquia, em nome da segurança da população, que interveio na limpeza e que, segundo as suas possibilidades, arranjou os estragos que ali se verificaram aquando dos temporais que danificaram algumas estruturas. Do Governo Regional do PSD, partido do senhor candidato, apenas promessas e esquecimento, apenas silêncio e mentiras”.
Acrescenta a Câmara, fuzilando o social-democrata, que “é preciso não ter ética para reclamar apoios para o Iate Clube, quando estes já são dados tanto ao abrigo do programa de apoio às associações, como através do destacamento de trabalhadores naquela instituição. É claro que agora estes apoios têm regras ao contrário do tempo do PSD, que só beneficiava os amigos. Mas ficamos pelo menos esclarecidos sobre a filosofia de apoios que o candidato Brício defende, já que o segundo lugar na sua lista de candidatura é ocupado por um destacado elemento do Iate Clube. Não estando aqui em causa a validade do trabalho daquela instituição, ficamos esclarecidos sobre o regresso às lógicas do passado”.
“Mas o mais gritante de tudo isto é o desconhecimento do candidato do PSD face à realidade do concelho. Porque, a bem da verdade, em espaços tutelados pelo Governo Regional devia era exigir do Governo Regional e não da Câmara. Sim, a frente mar precisa de investimento. Estamos a fazê-lo naquilo que nos compete e que está dentro do nosso orçamento. Mas é preciso exigir ao Governo o que é do Governo e à Câmara o que é da Câmara. E a verdade é que o Governo não tem feito o que lhe compete na recuperação do porto de recreio e do porto de abrigo de Santa Cruz, tem deixado ao abandono o Porto Novo, incluindo o cais velho e o cais novo, E quando interveio deixou a vergonha que se conhece no poço dos Reis Magos, onde enterrou mais de três milhões de euros.
O povo de Santa Cruz soube separar as águas entre aquilo que é da Câmara e aquilo que compete aos senhores do Governo fazer em 2013 e novamente em 2017, exigindo de cada um as suas competências, acabando com dependências e promiscuidades, acabando com lógicas de amiguismos e com um mundo dividido entre beneficiados e esquecidos”, conclui a resposta da CMSC.
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