Escola Secundária Jaime Moniz colabora no Projeto Global Science Opera

O Global Science Opera (GSO) surgiu em 2014, a partir do sonho de unir alunos do mundo inteiro na aprendizagem das ciências, através de performances artísticas, na sequência de uma colaboração entre vários projetos internacionais, instituições e redes de voluntários. Foi inspirado no trabalho da Professora Anna Craft (1961-2014), em especial nas suas contribuições para o campo da criatividade na educação.

O conceito GSO foi desenvolvido durante a sua primeira produção, “SkyLight”, em colaboração com a União Astronómica Internacional (IAU) e  foi eleito pelas Nações Unidas como uma iniciativa oficial do Ano Internacional da Luz 2015. Em 2019, arrancou o projeto Erasmus+ Global Science Opera for Schools (GSO4SCHOOL), que está diretamente ligado à formação de professores e à criação de recursos pedagógicos de suporte ao GSO.

Ao longo dos anos, o GSO foi a iniciativa principal do projeto da Comissão Europeia, “Developing an Engaging Science Classroom (CREATIONS)”, e um foco de pesquisa no projeto do Norwegian Research Council “Integrating Science of Oceans, Physics and Education (iSCOPE)”.

No link https://globalscienceopera.com/ podem encontrar-se informações e a visualização das óperas de anos anteriores.

O projeto já conta com seis edições, estando o lançamento da próxima, “Thrive”, planeado para novembro de 2021.

Segundo uma nota informativa, remetida à comunicação social, pela Escola Secundária Jaime Moniz, participar no GSO significa criar uma performance artística com os alunos sobre um tópico científico e, caso seja possível, colaborar com escolas de outros países na sua criação. Esta performance pode assumir a forma de uma cena teatral, uma dança, a composição de uma música, canto, criação de cenário, storry-telling, poesia, entre outras. Esta abordagem deixa uma grande liberdade para a criatividade. Este ano, o tema de fundo é a Recuperação de Ecossistemas. O foco será colocado num dos principais ecossistemas locais, mas os docentes e alunos podem escolher o seu próprio subtópico, adaptado à sua área.

Portugal participará, em 2021, com três escolas, tendo a Escola Secundária Jaime Moniz sido convidada pelo NUCLIO (Núcleo Interativo de Astronomia), com o qual tem colaborado ativamente nos últimos anos, salientando-se o projeto Erasmus+ KA2, IDiverSE (Island Diversity for Science Education).

No dia 30 de junho de 2021, os alunos e docentes da escola Secundária Jaime Moniz que estão a participar no GSO, realizaram uma saída de campo ao Fanal e Chão dos Louros (reservas naturais e locais de lazer) a fim de filmarem a performance artística na qual têm vindo a trabalhar desde março deste ano. Esta fará parte da ópera final, que será uma colagem das cenas criadas por alunos e professores, de diversas partes do mundo, visitando e refletindo nas  diferentes formas de conservar, preservar e restabelecer os ecossistemas localmente e globalmente. No Fanal, predominam os Tis,  Ocotea  foetens, (Aiton) Baill, enquanto no Chão dos Louros predomina o Loureiro, entre outras,  Laurus novacanariensis Rivas Mart.

O trabalho colaborativo entre professores e alunos iniciou-se on-line, em março de 2021 e foi sendo desenvolvido ao longo destes quatro meses. Foram discutidas ideias, selecionaram-se os ecossistemas para trabalhar, reconheceu-se a importância da Laurissilva, a floresta produtora de água e das espécies, vegetais e animais, que dela dependem. Foram elaborados um guião e uma música inédita, por dois alunos e um docente, uma coreografia tendo por base a referida composição musical e ainda, escrita uma letra e a sua gravação por outras duas alunas, foram desenhadas réplicas de plantas e animais do bioma Laurissilva, como o til, o gerânio e o tentilhão, a fim de serem usados nos figurinos. Entre avanços e recuos, reestruturações do guião, opções rejeitadas e aceites, chegou-se à música e coreografia finais. Ao longo de várias semanas, seis alunas empenhadas, conciliaram os seus horários para ensaiar, todas as sextas-feiras, no ginásio da escola. Entretanto, aproveitou-se o trabalho dos alunos (vinte e um), do curso técnico de gestão de ambiente da turma CEF61, que recuperaram o jardim das Plantas Indígenas da Escola e salientou-se a importância de conhecer para conservar os ecossistemas em geral, para não termos posteriormente, necessidade de recuperá-lo, pois nem tudo pode ser recuperado. Foram feitas filmagens no jardim Indígena da Escola, no Fanal e no Chão dos Louros. No próximo mês, serão realizada as montagens do vídeo final, com cerca de um minuto e vinte segundos, que será enviado para a coordenadora do projeto, Janne Robberstad, Assistant professor and Ph. D. candidate, Institute of Arts, Western Norway University of Applied Sciences. A coordenação nacional é da responsabilidade da Priscila Doran, do NUCLIO.

Esta saída só foi possível devido à cedência de transporte pela Câmara Municipal do Funchal, que tem sido uma entidade parceira da escola, importante para a realização de várias atividades.

Os docentes participantes no projeto e na saída de campo foram António Freitas, Cecília Ferreira, Conceição Campanário, Elisabete Chaves, Fernanda Freitas, Lídia Lira, Marco Ribeiro, Nivalda Pereira  Ricardo Abreu e Teresa Vizinho. Participaram alunos das turmas: 11º 02; 11º05; 11º09 e CEF61.