Valor destinado a obras no tribunal da Ponta do Sol é insuficiente, diz Sara Madruga

A deputada madeirense na Assembleia da República, Sara Madruga da Costa, considerou que o valor do contrato para as obras no tribunal da Ponta do Sol é “manifestamente insuficiente”, apelando a que o Governo da República “não faça a obra pela metade e tenha em atenção os valores necessários, garantindo que tais intervenções não sejam de fachada e apenas motivadas por fins eleitoralistas”.

“O Governo avança finalmente e três anos depois com este contrato, com um valor que nos parece insuficiente para cobrir todas as obras necessárias na fachada e na cobertura do edifício e, nesta lógica, julgamos que se não for efectuado um aditamento ao contrato e se o valor da obra não for aumentado, esta obra corre o risco de ficar a meio”, considerou a parlamentar.

Sara Madruga da Costa que justifica a sua preocupação aludindo ao exemplo da intervenção no Tribunal de Santa Cruz. “O Governo da República deixou a obra pela metade e não contemplou a climatização do bastidor do Tribunal de Santa Cruz, situação esta que está a causar inúmeros prejuízos e a colocar em risco a segurança do edifício e de todos os que ali trabalham”, frisou, lembrando, por outro lado, que continuam pendentes as obras de adaptação à mobilidade dos Tribunais de Santa Cruz e do Porto Santo e a construção de celas para os detidos.

Pendente continua também, conforme referiu a deputada, o reforço dos funcionários judiciais para a Comarca da Madeira, “cerca de 18 funcionários”, um reforço que é urgente e prioritário. “Não compreendemos porque motivo esta situação se arrasta no tempo e permanece por resolver e qual a razão do Governo não autorizar os devidos destacamentos para suprir esta falta”, concluiu.