Estepilha: não, obrigado, nem com “mata-bicho”…

Rui Marote

Estepilha, já chegamos á Madeira !!! A Covid 19 tem alterado os parafusos da caixa craniana de muitos. O mundo está de pernas para o ar. Hoje o que é branco amanhã é preto. Veja-se o que se passou com a Espanha: à passagem da fronteira terrestre vindos de Portugal, havia exigência de teste negativo ou certificado. Dizia o nosso Max: o sargento baralhou… Afinal tratou-se de uma confusão. Tudo volta à primeira forma. A partir de amanhã não é preciso nada. Isto após ameaças de multas pesadíssimas.

A mesma asneira acontece com um convite governamental para assistir à troca de galhardetes no molhe da Pontinha, entre o vice-presidente do GR e os responsáveis do navio “World Voyager”.

Hoje o convite partiu do presidente do Conselho de Administração da Mystic Invest, Mário Ferreira, a convidar jornalistas para um pequeno-almoço, no dia 11 de Junho, às 09h30 horas, a bordo do paquete atracado no Porto do Funchal. Isto para dar a conhecer o programa de cruzeiros que este navio está a realizar entre os arquipélagos da Madeira e dos Açores, seguindo-se uma visita guiada.

Mas este “petit déjeuner” é um presente envenenado que enferma da mesma “doença” de Pedro Calado.

Amanhã os passageiros vão “sair em bolha”: é só vê-los á distância. O teste Covid rápido, por outro lado, é obrigatório. Quase que é melhor pagarmos para informar… porque a vice-presidência exige teste mas não indicou de modo nenhum que o pagava.

Já no dia 11 o teste é a cargo da Mystic Invest, com direito a visitar a “incubadora”. Estão no seu direito, cada um manda na sua casa.

Esclarecendo a mensagem da Vice-Presidência, diz que o convite estende-se à comunicação social. Porque é que desta vez, a comunicação social não é solicitada, como habitualmente, em e-mail separado dos restantes convidados, que nem se sabe quem são, mas que também devem apresentar teste, supõe-se? Segundo regras nacionais e da União Europeia, quem já está vacinado pode viajar e deslocar-se sem necessidade de teste algum, e por outro lado a carteira profissional de jornalista  é documento bastante para livremente o jornalista aceder a espaços como aquele. Ora, insiste a Vice-Presidência que, mesmo vacinado duas vezes, o jornalistas tem de apresentar teste!

Quem determinou tal aberração? Foi o Sistema Regional de Saúde? Não posso acreditar. É um contra-senso. A carteira profissional diz que as autoridades a quem esta carteira for exibida deverão prestar ao respectivo titular todo o apoio imprescíndivel ao bom desempenho da sua missão profissional… “sem prejuízo da observância dos preceitos legais aplicáveis”.

Ora assim sendo, tenho o direito de perguntar quais são afinal esses preceitos, e quem os determinou. Alguém está a querer fugir com o rabo à seringa, ou a esconder exigências alheias à administração autónoma da Madeira, leia-se Governo Regional, que não convém ser do conhecimento dos jornalistas, alem de exercer censura sobre o contacto que seria expectável acontecer com passageiros do barco, como sucedeu com este mesmo barco, nos Açores, e que se viu no telejornal do dia 7 na televisão nacional, com entrevistas a passageiros, e a bordo do navio! Isto, a ser assim, alguém está a acocorar-se a outrem. É um escândalo e uma vergonha. É tudo inqualificável…


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