A Distrital da Madeira do partido “Chega” veio apontar o dedo à IHM, Investimentos Habitacionais da Madeira, que tem, desde o ano passado, um programa de apoio para a aquisição e arrendamentos de imóveis para famílias que não disponham da totalidade de meios para a aquisição das mesmas.
“Se este programa apenas tivesse este carácter de apoio não teríamos nenhum reparo a apontar mas, dentro deste programa, existe também o incentivo aos proprietários para contactar o IHM na hora de vender os seus imóveis e aí a situação muda de figura”, refere uma nota.
A actividade imobiliária é regulada pelo IMPIC, será que o IHM obteve licenciamento para esta actividade?”, questiona o Chega. “Não será isto concorrência desleal perante as empresas devidamente licenciadas do ramo imobiliário? No decreto legislativo apresentado o governo regional fala em desequilíbrio generalizado entre a oferta e a procura e de aumento generalizado do preço das habitações. Será que a melhor forma de monitorizar o mercado é ser também um agente interveniente?”, pergunta-se.
Ao Governo Regional pede-se que tenha um papel fiscalizador nas diversas áreas da sociedade mas sem se imiscuir e controlar tudo o que o rodeia, regimes totalitaristas nunca foram bons exemplos, assevera o Chega.
“Sugerimos ao IHM que seja mais rigoroso na sua gestão, são quase 20.000.000.00€ que tem para receber e que dê mais atenção à manutenção dos seus empreendimentos. Não se pode atribuir habitações ás pessoas mais carenciadas e depois deixá-las ao abandono, é necessário um acompanhamento dessas mesmas pessoas e das suas necessidades, os bairros sociais não se podem tornar em ghettos que só recebem atenção em anos eleitorais”.
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