PSD vota contra contas da CMF considerando o Funchal uma cidade “estagnada”

Os vereadores do PSD eleitos à CMF vieram a público revelar que votaram contra as contas relativas à 2020, porque a actuação do Executivo socialista “não esteve à altura das necessidades e ficou muito aquém das expectativas”, conforme declarou a vereadora Joana Silva.

Joana Silva disse que, entre outras falhas, a autarquia manteve, “neste ano tão difícil e atípico para todos os funchalenses, em função da pandemia COVID-19, uma carga fiscal superior à de 2013 em quase 7 milhões de euros”.

“Temos hoje uma cidade onde não foram criadas oportunidades para a captação de investimento privado e onde são inúmeras as queixas quanto à morosidade na análise e na atribuição de licenciamentos, o que contradiz a necessidade urgente de termos novos negócios a surgir e a criar emprego”, explica a vereadora, que condena, ainda, o desleixo, a falta de cuidado e a falta de investimento da autarquia tanto na área do saneamento básico, quanto na prevenção das rupturas do abastecimento de água e ou nos meios de recolha e limpeza da cidade.

Joana Silva apontou ainda o facto de, no plano plurianual de investimentos, verificar-se uma taxa de execução de cerca de 48%, que resulta num agravamento das condições de vida da população.

“É grave que, perante as necessidades que tanto as famílias quanto as empresas do Funchal enfrentaram neste último ano e continuam a enfrentar, este Executivo não tenha sido capaz de responder, de forma firme e objectiva, a tempo e horas, minimizando os impactos – como era sua responsabilidade – preferindo, em vez de agir e ajudar a população, guardar 10,6 milhões de euros depositados em bancos frisou  a social-democrata.

“Com as contas hoje trazidas a esta reunião, percebe-se porque é que os apoios não chegaram às famílias funchalenses e fica evidente a incapacidade que este Executivo demonstrou em corresponder às necessidades do nosso tecido empresarial, mantendo uma política camarária baseada em medidas avulsas – apenas de fachada e de imagem – e num trabalho sem equipe que se resume à figura do Presidente, enquanto que o Funchal permanece uma cidade estagnada, moribunda, sem investimento visível e onde as oportunidades de realização, pessoal e profissional, assim como a qualidade de vida de todos nós é posta, diariamente, em causa”, concluiu.