“Dia da Interculturalidade” celebrado na RAM com programa online

A Direcção Regional das Comunidades celebra hoje o Dia da Interculturalidade, com um programa online, a partir das 21h00 no canal Na Minha Terra.
“Este dia é dedicado aos 8.600 estrangeiros, das 111 nacionalidades, que residem na Madeira, e que trouxeram uma maior diversidade cultural à nossa Região. Mas é também um dia dedicado a todos os madeirenses que souberam acolher todas estas culturas”, refere o director Regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu.
O programa conta com actuações de várias latitudes: da Rússia vem o jovem saxofonista, Vitaly Markevich; da Ucrânia actuam a professora Halyna Stetesenko no piano, e Bogdan Omelchuck no fagote; e de São Tomé haverá um grupo de 10 elementos que apresentam três danças típicas são-tomenses. Haverá também com uma entrevista especial a Rui Abreu, e intervenções e mensagens especiais de vários estrangeiros que escolheram a Madeira para viver e trabalhar.
Rui Abreu sublinha a importância da diversidade cultural, enquanto património comum da humanidade, lembrando que a Madeira, sendo uma terra de emigrantes, é também uma terra que sabe acolher e integrar os imigrantes.
“Os madeirenses são conhecidos no mundo pela sua grande vontade de trabalhar e vencer na vida. É por isso que somos uma comunidade exemplar, contribuindo para o desenvolvimento dos países de acolhimento. Mas os madeirenses nunca esquecem as suas raízes e acabam por levar um pouco da nossa cultura, tradições e gastronomia onde quer que estejam. O mesmo acontece com os estrangeiros que decidem viver na Região: têm uma grande vontade de trabalhar, de vencer, integram-se plenamente na nossa sociedade, e com eles trazem um pouco da sua cultura, o que é muito enriquecedor para a Madeira”, refere.
Actualmente, na Região, vivem 8.600 estrangeiros, de 111 nacionalidades diferentes, contabilizou o governante, explicando que a nacionalidade mais representativa é a venezuelana, seguindo-se a brasileira, a inglesa e a alemã. “Mas temos imigrantes oriundos de países como o Butão, Paquistão ou o Japão. Todos eles plenamente integrados na comunidade madeirense”, afiança Rui Abreu.
O responsável afirma que o grau civilizacional de uma nação, de um território ou região pode ser aferido pela forma como acolhe e integra os seus imigrantes.
Assim, “é nesta diversidade que uma região se torna mais dinâmica, mais empreendedora e mais rica social, cultural e economicamente.”