Estepilha: a comovente hora do Adeus…

Rui Marote
O Estepilha quase ia sendo internado de urgência nos cuidados intensivos, depois de ler uma “epístola” publicada num matutino da nossa praça, a elogiar um famigerado administrador que vai para a reforma. Chorámos mesmo um rio de lágrimas de crocodilo. Até nos recordámos da canção “Chegou a hora do adeus, irmãos vamos partir, no abraço dado em Deus, irmãos vamo-nos despedir”… Cantigas lindas dos tempos de escuteiro, quando finalizávamos os fogos de conselho abraçados…
Dado o carácter ex-eclesiástico de quem assinou a epístola, convém lembrar que Nosso Senhor Jesus Cristo repudiava a hipocrisia. Como já alguém disse, uma pessoa hipócrita vive no engano, e a sua vida está cheia de contradições.
Os hipócritas de hoje são os mesmos que querem homenagear os “Zaqueus” dos nossos dias. Zaqueu, para quem não sabe, era o cobrador-mor de impostos que se cruzou com Cristo, um baixinho que teve de subir a uma árvore para ver o Messias, e que era um “craque” a encher os bolsos; mas este é um “Zaqueu” que não era baixo, mas alto não sendo necessário subir à figueira. Tinha o mérito de saber negociar de qualquer forma, nunca metendo prego sem estopa. E nunca devolveu, como Zaqueu, quatro vezes mais do que amealhou, muito à custa do trabalho de outros… que despediu.
Ao longo do seu mandato a história está cheia do saber vender e comprar, e ainda do muito aproveitar. Esqueceram-se, no criativo (e ridículo) “Abraço ao Palácio de São Lourenço” fazendo que fosse “meu, seu e nosso”, que sacou ao Governo Regional 40.000 euros para esta iniciativa. Uma história de aproveitamento entre muitas. Visitas às comunidades para “saber ouvir” é uma looooonga história que um dia prometemos contar…
Terminamos, eclesiasticamente, com Mateus 12:34 – “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração”.