PCP apela a participação em manifestação do 1º de Maio

O PCP saúdou, em comunicado, a USAM e todos os trabalhadores da RAM, em antecipação ao 1º de Maio.

“Neste Dia Internacional dos Trabalhadores é importante saudar todos  os trabalhadores que mesmo no contexto pandémico, com estados de emergência e recolheres obrigatórios, diariamente foram  para a rua, todos aqueles que não ficaram em casa resguardados em quarentena, nos mais diversos sectores de actividade, desde as farmácias até ao apoio domiciliário, desde os trabalhadores que produzem o pão aos que efectuam a limpeza urbana, os transportes de passageiros e de mercadorias, os estivadores,  todos os trabalhadores e trabalhadoras nos supermercados, nos lares de idosos, no sector da saúde, nos serviços de segurança, no socorro e protecção civil, a todos e a cada um deles o PCP saúda reconhecidamente pela importância política e social da força do trabalho e da sua natureza determinante para a vida colectiva”, refere o PCP.

“Hoje a realidade vivida por dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores na Região evidencia a necessidade de, neste 1ºde Maio, demonstrar que os direitos laborais não foram de quarentena e denunciar os ataques que estão a ser feitos a quem vive da sua força de trabalho”, acrescenta-se.

“No último ano foi possível identificar até onde sectores patronais estão dispostos a ir espezinhando os direitos dos trabalhadores. Indiciando um percurso que a não ser travado lançará as relações laborais numa verdadeira “lei da selva”, tem-se assistido à multiplicação de atropelos de direitos e arbitrariedades. Os despedimentos selvagens de centenas de trabalhadores, de que são particular exemplo os que têm vínculos precários, nomeadamente as Empresas de Trabalho Temporário e trabalhadores em período experimental; a colocação de trabalhadores em férias forçadas; a alteração unilateral de horários; a redução de rendimentos pelo corte de prémios e subsídios, entre os quais o subsídio de refeição, designadamente a quem é colocado em teletrabalho; a recusa do exercício dos direitos parentais; são exemplos que ilustram a ofensiva em curso contra os trabalhadores, os seus salários, os seus direitos e o seu emprego”, criticam os comunistas, que denunciam “uma ofensiva sustentada na chantagem, na ameaça e na coacção sobre trabalhadores”.

“Na Madeira, em apenas um ano o número de trabalhadores inscritos no Instituto de Emprego aumentou 30%, ou seja hoje existem mais de 20.400 trabalhadores na região confrontados com o desemprego, a grande maioria destes trabalhadores tinham vínculos laborais precários”, alertam os comunistas, que recusam que se “aproveite o vírus para liquidar direitos”.

O PCP apela a todos os trabalhadores da Região a participarem no próximo dia 1º de Maio na iniciativa promovida pela União dos Sindicatos da Madeira com concentração agendada para as 10:00 horas junto à Assembleia Legislativa Regional da Madeira seguida de manifestação até ao Jardim Municipal.