Albuquerque volta a admitir excepções para visitas a pessoas com demência ou surdez nos lares

foto arquivo
O líder do Executivo voltou hoje a falar nos casos específicos de pessoas que sofrem de demência e/ou surdez, e que nos lares são obrigadas a manter grande distância dos seus familiares. Uma questão colocada pelo FN na última conferência de imprensa online do Governo Regional, e que hoje voltou a ser colocada ao presidente, por outro jornalista.
“Um seu colega colocou essa questão bem”, reconheceu Albuquerque, explicando que o que disse foi que “há casos muitos específicos”. Os lares, disse, são instituições “com grandes vulnerabilidades relativamente a esta doença, por parte dos utentes. “Quando aplicamos a regras sanitárias e de segurança, são regras gerais e abstractas. Há casos específicos, onde os familiares podem fazer uma petição ao secretário e à directora do lar, e nós vamos considerar isso”, declarou.
Questionado pelos jornalistas sobre se tem conhecimento de que há casos em que isso foi exposto à direcção dos lares e em que os lares dizem que não fazem isso porque essa circunstância não está prevista “preto no branco”, Miguel Albuquerque recomendou que essas situações “devem ser expostas ao secretário da Saúde ou ao presidente do Governo, e depois nós analisamos”.
“Acho que há casos em que é uma questão de humanidade”, reconheceu. “Não podemos é generalizar, porque senão entra tudo em anarquia”. Mas referiu que, de facto, há casos “que devem ser considerados, com grande cuidado, com grande atenção. São casos específicos”.
Por outro lado, o chefe do Executivo disse hoje que os restaurantes vão reabrir “com medidas de funcionalidade segundo as regras ditadas pela saúde pública”. Miguel Albuquerque falava à margem de uma visita à obra de requalificação de um arruamento junto à igreja do Campanário. A empreitada, da responsabilidade da Câmara Municipal da Ribeira Brava, permitirá o acesso automóvel ao cemitério daquela freguesia.
Por outro lado, confrontado com os jornalistas com queixas dos empresários da restauração, referentemente à limitação de cinco pessoas por mesa, o presidente do GR disse que “não vai alterar nada”, e recomendou: “Nada de dramas”.
“Isto não é nenhuma brincadeira nem nenhum jogo, está em causa a saúde pública”, disse.
“Acho que não há nenhum problema em termos funcionais. Qual é a diferença entre ter uma mesa de cinco? Se tiver um agregado familiar, junta duas mesas de cinco, e está o assunto resolvido”.
Por outro lado, e relativamente às dúvidas que há quanto ao recolher obrigatório num estado de calamidade a ser decretado, o presidente do GR disse que o entendimento governamental regional é o de que este estado permite cercas sanitárias, e restrições ao direito de circulação, como o do recolher obrigatório. Isto por razões ponderosas de saúde pública numa situação de pandemia.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.