CDU aponta desigualdades e assimetrias no Funchal

A CDU denunciou ontem o aumento das desigualdades sociais e territoriais no Funchal, no âmbito da auscultação às populações que tem realizado, para construir um manifesto autárquico. A deputada municipal da CDU, Herlanda Amado, disse que esta força política tem ouvido e valorizando a opinião de quem vive nas localidades mais afastadas dos grandes centros de decisão e onde o desenvolvimento tarda em chegar.

“Dar voz ao povo, dando voz aos que tantas vezes não se sentem ouvidos, é um objectivo que tem vindo a ser alcançado a cada jornada de contacto”, sublinhou.

Herlanda Amado frisou, assim, alguns dos problemas que foram  salientados pelas pessoas, tendo algumas das reivindicações mais de 20 anos: “Independentemente das localidades contactadas, muitos problemas são semelhantes entre si, pelos condicionalismos impostos a quem vive nas ultraperiferias no centro urbano. Para quem vive no Caminho do Miranda, Caminho do Jamboto, Vereda da Freirinha ou Ribeiro Lavadouro, os problemas de relacionados com falta de acessos ou acessos deficitários, falta de saneamento básico, falta de transportes públicos ajustados às necessidades de quem vive nestas zonas altas, são apenas alguns dos problemas identificados. As reivindicações são muito concretas e algumas com mais de 20 anos, apesar das promessas partilhadas por PSD e PS, como o alargamento do Caminho do Jamboto, que tem vindo a ser prometido pelos vários executivos da Câmara Municipal do Funchal, ainda alargamento da Vereda do Laranjal.”

Na conclusão destas declarações a deputada municipal, Herlanda Amado, não deixou de criticar a postura daqueles que, acusou, continuamente mentem às populações com objectivos eleitorais.

“(…) muitas das reivindicações ouvidas (…( se ainda não avançaram é da exclusiva responsabilidade da maioria do PS que suporta este executivo camarário, mas também da oposição fraca que integra a vereação da autarquia”, denunciou.