Albuquerque invoca segurança para não haver maior reabertura

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O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, invocou “razões de segurança” para não avançar com medidas de desconfinamento no sector cultural e de espectáculos, e relativamente à actividade de restaurantes e bares. Albuquerque respondia a questões levantadas pelos jornalistas, à margem de uma visita efectuada hoje à nova lota do Funchal.

“Quem decide é o governo, e a saúde pública. Eu também gostava de tomar decisões no sentido da reabertura, mas como já foi dito, nada será alterado antes de se avaliar o impacto da reabertura das escolas em termos de pandemia”, declarou. Só no dia 25 tal será possível.

Questionado sobre a reabertura no continente, respondeu que “o continente é o continente, e a Madeira é a Madeira. Eu sou o responsável político máximo e sempre disse, desde o início da pandemia, que a minha prioridade era a saúde pública”.

Com a reabertura das escolas, insistiu, cerca de 58 mil pessoas estão em circulação, o que pode ter significativo impacto na evolução pandémica. No entanto, o GR está a testar os alunos. Neste momento, já foram testados 17.387 alunos, tendo sido detectados apenas 11 casos positivos, o que é residual.

“Compreendo a ansiedade de empresários e agentes culturais. Mas, ao contrário do continente, a Madeira não esteve em confinamento, aplicando apenas o recolher obrigatório, com resultados positivos. Tudo será reavaliado no dia 25. Não estou para tomar decisões precipitadas, para depois ter de fechar tudo e voltar ao princípio”, disse. A reabertura, assegurou, nunca será feita de forma precipitada, mas prudente.

Na visita hoje realizada, o presidente considerou a nova lota “um edifício modelar, que oferece óptimas condições de trabalho para os seus funcionários, e também para os profissionais da pesca, armadores e compradores, garantindo a qualidade alimentar, num sector muito importante da economia da Madeira”.