Estepilha: Cães para caçar humanos e levá-los na “carrinha”…

Rui Marote
O Estepilha ficou abismado com a notícia dos dois cães farejadores de Covid-19 que, anunciou Miguel Albuquerque, esperarão os viajantes no aeroporto, num ‘projecto-piloto’. Pensávamos que essa psicose de sermos sempre os primeiros e os melhores tivesse passado à História, mas afinal está no ADN dos madeirenses… Várias vezes ironizámos que na Madeira eramos inéditos em tudo: tínhamos o maior túnel, a central dessalinizadora do Porto Santo era a melhor do Mundo, tivemos a melhor sala de cinema do país, o melhor relvado do país, etc.
Agora anunciam-se cães farejadores  para detecção de pessoas infectadas com SARS-COV-2 no aeroporto.
Por incrível que pareça, é Miguel Albuquerque a anunciar essa novidade: mais uma vez somos pioneiros. Porém, será que alguém já pensou nesse impacto na porta de entrada da Madeira, os cães a farejar os passageiros? A pandemia está afectar os fusíveis de muita gente.
Qualquer dia temos os cães na rua a farejar quem passa e uma carrinha a transportar os infectados. A pirâmide inverteu-se: sou do tempo que a CMF tinha uma carrinha para recolher os cães abandonados, cujos trabalhadores usavam uma vara com um laço de arame na ponta, que era colocado no pescoço do animal, para indignação do povo que assistia. Agora, qualquer dia acontece o contrário: os cidadãos infectados são assinalados pelos cães e apanhados e enfiados na “carrinha”…
Entretanto e no Aeroporto, já estamos mesmo a ver o tratador, com fato de protecção ao Covid-19, com máscara e luvas, a anunciar: “Este senhor está infectado! Para a carrinha!” Voltámos ao tempo de Hitler, “estes judeus vão para Auschwitz-Birkenau” (leia-se hotéis do Pestana, na Madeira”…)