Restrições excessivas nas visitas aos lares motivam a revolta e incompreensão das famílias

Foto Arquivo.

As regras impostas pelo Governo Regional para as visitas aos lares estão a motivar duras críticas por parte dos familiares dos doentes pelas forma espartana como o assunto está  a ser conduzido. Por isso, apelam ao presidente do Governo Regional que proceda à revisão de alguns procedimentos que se revelam demasiado rígidos.

Desde logo, quando foi anunciada a retoma das visitas aos lares, as famílias respiraram de alívio, tais eram as saudades, mas o sentimento esbarrou nas austeras imposições superiores. Os familiares não podem ter contacto direto com os seus idosos, o que se compreende para travar contágios, mas assistem ao contacto direto da secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais  para a fotografia, supostamente acima de qualquer contágio. Uma alusão à imagem que correu os Media com a governante a segurar a mão de uma utente de um lar, quando as visitas foram retomadas.

Testes quinzenais?

Além das exigências de distanciamento, o cerne da divergência reside na exigência imposta ao visitante de fazer testes quinzenalmente, no SESARAM, para as visitas aos lares, já para não mencionar o prévio agendamento. Assim, o familiar faz o teste, mesmo que esteja vacinado, como prova de não estar infetado, e mesmo assim tem que guardar, e bem, a distância de segurança.

Outra questão levantada prende-se com os locais da testagem. Quais são os lares em que o teste é realizado no local? O teste está a ser agendado para o Hospital Central do Funchal, dizem os familiares dos utentes, salientando que tudo ficaria mais facilitado se as instituições de idosos procedessem ao teste rápido, como chegou a ser anunciado. Entretanto, segundo a explicação dada às famílias é que não há número suficiente de enfermeiros para esse trabalho.

Outra utente fez chegar ao FN a sua voz crítica. Com a mãe internada no Lar da Bela Vista, revela que fez o teste rápido para a poder visitar. Foi noticiada a possibilidade de o familiar visitar o lar uma vez por semana, o que é considerado  insuficiente. Mas há que ter resignação face aos tempos complexos de hoje. Entretanto, revela, quando o utente tentou “agendar para a próxima semana, foi explicado que não podia, porque só pode fazer novo teste 15 dias depois. Fiz o teste no dia 30 de março e só poderei voltar a fazer no dia 12 de abril. É revoltante.”