Machico protesta contra modo como a ASA e o Governo Regional entregaram apoios sociais

A Câmara Municipal de Machico, na reunião de hoje, apresentou um voto de protesto pela forma como os apoios sociais atribuídos pela Associação ASA foram entregues a cidadãos de Machico, com o apoio do Governo Regional, “expondo de forma danosa as situações de carência social e financeira das famílias deste município, ferindo o princípio da dignidade da pessoas presentes e expondo-as a situações de perigo de contágio para a COVID-19, desnecessariamente”.

Numa informação subscrita pelos vereadores do PS, a autarquia esclarece que não está, nem nunca esteve contra o apoio à população, mas condena o «modus operandi» da Associação ASA com o Apoio do Governo Regional na atribuição de apoios sociais a munícipes machiquenses.

Tudo porque o Município de Machico “dispõe de diversas instituições de apoio e encaminhamento social que trabalham de forma articulada e concertada no sentido de responder às solicitações das famílias em situação de vulnerabilidade social e económica”. Entre as mesmas contam-se a Santa Casa da Misericórdia de Machico. Ora, no passado dia 29 de Março de 2021, a Associação de Desenvolvimento de Santo António, com o apoio do Governo Regional através
da Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, realizou em
Machico uma sessão de entrega de apoios, nomeadamente de recheios e
equipamentos para as habitações de famílias de Machico e Santa Cruz, num
restaurante do centro da cidade.

A CMM denuncia que as famílias beneficiárias do apoio em causa são maioritariamente do concelho de Santa Cruz (cerca de 31) sendo apenas 11 de Machico, e que o espaço escolhido para a sessão em causa “não ofereceu
o discrição, o recato e a privacidade que o momento exigia, atingindo mesmo
roços de espectáculo degradante”.

Por outro lado, e no referido dia, o município de Machico foi considerado
pela Direcção Geral de Saúde (DGS) como sendo um dos de maior risco de
contágio para a COVID-19 a nível nacional. Daí que a Câmara entenda que o referido acto público “revelou-se de uma irresponsabilidade gritante sendo que foi, inclusive, acompanhado de serviço de catering”.